Microsoft e Comitê Olímpico do Brasil anunciam plataforma para incentivar esportes

Microsoft e Comitê Olímpico do Brasil anunciam plataforma para incentivar esportes

Por meio de financiamento coletivo, ideia é que projetos esportivos possam receber incentivos financeiros de pessoas físicas e jurídicas

A Microsoft, em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), anunciou nesta terça-feira (29/3) o Coletivo do Esporte, iniciativa que visa facilitar a captação de recursos financeiros para projetos esportivos no Brasil. A plataforma, que estará oficialmente disponível em 7 de abril (120 dias antes da abertura oficial dos Jogos Olímpicos), foi apresentada na sede da empresa, em São Paulo.
O Coletivo funciona por meio de crowdfunding, tecnologia desenvolvida pela startup Civentis. Como acontece com outros serviços do tipo, pessoas físicas e jurídicas podem escolher um projeto que queiram contribuir e doar por meio da plataforma.
“Empoderar pessoas e organizações ao redor do mundo a partir do uso de tecnologias é uma das missões da Microsoft“, disse Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil, completando que o portal traduz esse objetivo. “Apoiar os esportes significa acreditar no poder no jovem. Com ela [a plataforma], poderemos empoderar jovens para que tenhamos um Brasil cada vez melhor.”
Para o lançamento, foram anunciados seis projetos apadrinhados por 19 ex-atletas medalhistas olímpicos, e de curadoria do COB. “Mas a ideia é que cada vez mais projetos e mais pessoas possam contar com incentivos fiscais para iniciativas esportivas”, completou a executiva.
Por meio do portal, organizações esperam poder disseminar o conhecimento da lei de incentivo ao esporte (Lei Agnelo/Piva), a qual permite o abatimento fiscal no Imposto de Renda – 1% para empresas e 6% para pessoas físicas.
Marcus Vinícius Freire, diretor-executivo de esportes do COB, explica que, na plataforma, há a indicação se o projeto é apoiado pela Lei Agnelo/Piva ou não. Em caso afirmativo, é possível, por meio da calculadora disponível no site, simular o quanto seriam esses 6% doados por mês por meio de cartão de crédito, depósito e PagSeguro. A ferramenta fornece um recibo que poderá ser usado para justificar o gasto no Imposto de Renda e, portanto, ter o abatimento.
“Por enquanto, fornecemos o recibo diretamente por meio das instituições, mas estamos em negociações avançadas com o Ministério para oferecer o comprovante diretamente por ele”, completou Maurício Ferreira, diretor de marketing da Microsoft Brasil.
Por dentro do Coletivo
A escolha pelo crowdfunding se deu porque “queríamos colocar projetos em um mesmo ambiente e fornecer uma plataforma pela qual as pessoas pudessem se relacionar de forma transparente”, afirma Ferreira. O início da parceria aconteceu há um ano.
A curadoria é de responsabilidade do COB. “Nosso papel é levar para a plataforma projetos que gerem resultados para o Brasil hoje ou no futuro”, disse Freire. 
O executivo também explica que a expectativa é de que as ações apresentadas se tornem um legado e tenham impacto mais forte em 2020, nas Olimpíadas de Tóquio. “Escolhemos, nesse primeiro momento, projetos que já tinham resultados, de pessoas que já fazem parte do esporte há tempos”, conta. “Conseguimos reunir 20 medalhas olímpicas, então começou bem demais”, brincou o ex-atleta, também medalhista de vôlei.
A plataforma também é uma forma de pessoas físicas participarem dos incentivos. “Hoje, o financiamento já é coletivo, feito por meio de patrocínio do COB, da confederação, de ministérios, clubes, associações, iniciativa privada. Já tínhamos tudo isso, mas não havia um caminho para que as pessoas pudessem se juntar às empresas. Faltavam os brasileiros”, afirmou Freire. “Agora, conseguimos falar de financiamento coletivo para pessoa física.”
Essa transparência é conseguida pela tecnologia, que exibe o andamento de cada doação e se ou quando o projeto será posto em prática. “A ideia é que a plataforma esteja em constante atualização”, afirma Ferreira. “Um e-commerce de artigos esportivos, por exemplo, poderá fazer uma campanha para que cada R$ 50 doados possam ser revertidos em compras no site”, explicou.
Conheça alguns dos projetos:
Basquete e cidadania, de Janeth Arcain: o objetivo da ex-atleta é angariar fundos para a construção de um polo do Instituto Janeth Arcain em Bayeux (PB), com a finalidade de levar esporte e cidadania a 80 jovens. O Instituto já revelou talentos do basquete como Damiris Dantas, atleta do Minnesota Lynx (WNBA) e que disputará os Jogos Olímpicos de 2016 pela Seleção Brasileira de Basquete Feminino, pelo qual é bicampeã sul-americana.
Janeth é ex-jogadora brasileira de basquetebol e jogou também na WNBA, versão feminina da NBA, pelo Houston Comets, quando conquistou o título de tetracampeã da liga norte-americana.
Correndo pelo Mundo, de Vanderlei Cordeiro de Lima: o projeto tem como objetivo expandir o trabalho de transformação social por meio do atletismo, trabalho esse realizado pelo ex-atleta por meio do Instituto que leva o seu nome e atua em Campinas (SP). O campeão Troféu Brasil 2014, Jonathan Silva, foi um dos talentos identificados pelo Instituto e que também estará na disputa na Rio 2016.
Lima é ex-maratonista, bicampeão dos jogos pan-americanos, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e único latino-americano outorgado com a Medalha Pierre de Coubertin, condecoração de cunho humanitário-esportivo concedida pelo Comitê Olímpico Internacional.
Parceria esportiva
A Microsoft também é parceira oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e vem trabalhando para fornecer suporte aos sites que estarão disponíveis durante o evento.
De acordo com a presidente da empresa, a Microsoft apoia os Jogos com a sua plataforma Azure. Tudo começa pela tocha. “Vamos construir o portal da condução da tocha olímpica, dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Então, o que for relacionado à pontuação, performance de atletas, dos países, tudo está sendo desenhado pela Microsoft, em parceira com a Rio 2016, dentro da plataforma Azure”, conta Paula.
A executiva conta que a expectativa é receber ao menos 5 bilhões de acessos a esses portais, sendo 60% deles vindos do mobile. “Toda arquitetura tem de considerar pessoas se conectando do mundo inteiro. [Então temos de garantir que seja] com a melhor experiência, sempre com a melhor disponibilidade”, encerra, ressaltando que é possível que esse número de acessos seja bem maior quando de fato acontecerem.
*Nota atualizada para inclusão de informações sobre os Jogos Olímpicos Rio 2016
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