Só quem viveu pode contar

É a primeira vez que falo, publicamente, sobre a realização dessa obra. Acho que chegou a hora de dividir um pouco dos bastidores desse projeto, que traz mais significado ao passado e, também, a todos os sonhos e metas com que me comprometo hoje.



A memória é cheia de truques. A gente segue a vida carregando uma bagagem de lembranças, de certezas sobre o que passou e de palpites de como essas experiências moldaram o indivíduo de hoje. Mas, se vasculhar o passado com a intenção sincera de reconstruir os momentos sensíveis da história, tomando distância dos fatos e se colocando como observador de si mesmo, as descobertas podem ser fantásticas. Algumas, não vou negar, são difíceis.

Há pouco mais de um ano, iniciei um processo de resgate de minhas memórias, para lançamento de um livro em 2017, quando completo 50 anos. As pessoas que trabalham ou já trabalharam comigo, e mesmo os amigos do mercado que acompanham a IT Mídia, conhecem algumas dessas histórias – narradas, inclusive, aqui no blog. E eu sempre gostei de contar, em especial, o episódio de quando, ainda criança, desejei ter uma pipa.

Meus pais não tinham condições de me comprar presentes assim, fora de hora, por isso, contrariando a vontade deles, fui trabalhar no ferro-velho ao lado de casa, na periferia de São Paulo. Com o dinheiro da venda da sucata, comprei linha e papel e construí minha pipa, que hoje tenho como o primeiro de tantos sonhos que tive que perseguir.

Eu tinha 7 anos quando esse episódio ocorreu.

É a primeira vez que falo, publicamente, sobre a realização dessa obra. Acho que chegou a hora de dividir um pouco dos bastidores desse projeto, que traz mais significado ao passado e, também, a todos os sonhos e metas com que me comprometo hoje. Além disso, falar de história de vida não é um processo solitário, pois há uma série de eventos e sensações universais que nos conectam e ampliam nossa consciência sobre o papel que nos cabe nesse mundo.

Para começar, compartilho o meu plano de viagem desse final de semana, que inclui o retorno a locais importantes da minha infância até o início da vida adulta, passando pelo interior de São Paulo, onde nasci, e Mato Grosso do Sul, onde, aos 22 anos, quase perdi a vida. Esse é o roteiro:

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13/05

1. Saída de São Paulo, no início da tarde

2. Chegada a Presidente Prudente/SP: descanso para continuar a viagem no dia seguinte

14/05

3. Saída de Presidente Prudente/SP e chegada a Ivinhema/MS: cidade para onde fui levado após sofrer uma tentativa de homicídio

4. Percurso de Ivinhema/MS a Naviraí/MS: retorno ao ponto exato onde o episódio ocorreu

5. Chegada a Nova Andradina/MS: descanso

15/05

6. Saída de Nova Andradina/MS e chegada a Álvares Machado/MS: retorno à cidade onde nasci, na roça, e reencontro com familiares

Total de quilômetros percorridos: aproximadamente 2 mil

Nos próximos dias, darei notíciassobre essa jornada pelo passado. Para acompanhar, é só acessar meu canal no Youtube: https://goo.gl/asOs6o

Um forte abraço,

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