As aceleradoras de startups dos bancos estão destinadas a acabar

Hoje em dia é muito comum os grandes bancos terem laboratórios de inovação, aceleradoras ou então participarem de Venture Capital para fomentar iniciativas digitais disruptivas de serviços financeiros.


Nós da Forrester acreditamos que no prazo de cinco anos, a maioria dessas aceleradoras corporativas terão desaparecido! Mas por quê?


A energia e os custos de manter essas aceleradoras de multi-startups são enormes. O custo de pesquisar, selecionar e prover o investimento necessário de apoio a uma startup pode facilmente chegar a US $ 1 milhão por ano. O sucesso de uma aceleradora autônoma como o Y Combinator é em parte porque ele financiou mais de 500 startups desde 2005. Em comparação, os laboratórios de inovação de alguns dos maiores bancos que conheço não tem mais de uma dúzia de startups. Em alguns anos, prevemos que os bancos irão abandonar os seus laboratórios de inovação e substituí-los por abordagens mais sustentáveis de fomentar a inovação.

Então, por que tantos bancos estão focando sua estratégia nessa direção ?

Mesmo que os benefícios diretos de ter uma aceleradora de startups não sejam muito atrativos, existem outros fatores que são bem-vindos, como por exemplo a publicidade que acompanha o lançamento de uma aceleradora e que posiciona o banco como uma empresa inovadora. Essa reputação digital é muito importante para atrair e reter clientes e também novos talentos.

Claro que em alguns casos, incluir disruptores em seu ecossistema digital pode ajudar os bancos tradicionais a atrair e servir segmentos de nicho ou pensar de uma forma mais holística sobre as necessidades de seus clientes. No entanto, fazer parcerias com startups é apenas uma das muitas opções disponíveis para os executivos de serviços financeiros que buscam alternativas de como responder a constante disrupção digital presente na industria .

Acreditamos que os executivos que querem se engajar com startups devem considerar três opções : 

1)construir suas próprias soluções para competir com o disruptor; 

2)comprar o disruptor; 

3)se tornar parceiro dele.

A opção certa a ser considerada dependerá de vários fatores, o importante é que ao tomar essa decisão os bancos tenham uma metodologia clara de avaliação para guiá-los na decisão de como a empresa deve se posicionar para responder aos disruptores digitais.

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