Adoção das soluções em nuvem pública

Saiba por que as pequenas e médias empresas, que muito se beneficiariam com a adoção da nuvem, ainda não utilizam esse recurso

Empresas estão levando seus serviços de TI para a nuvem pública. Ao final de 2017, segundo o Gartner, 71% de todas as empresas do mundo terão algum processo rodando na nuvem. A velocidade de adoção, entretanto é muito diversa, pois depende de vários fatores. Este artigo se propõe a fazer a análise de alguns desses fatores.

O tamanho da empresa é uma das mais importantes variáveis. As pequenas e médias empresas (PMEs) deveriam ir para a nuvem numa velocidade muito alta por vários motivos. Faz anos que essas empresas sofrem com custos diretos e indiretos para ter uma infraestrutura de TI de razoável a ruim. Tiram recursos valiosos da sua atividade-fim para “cuidar da TI”. A ida para a nuvem permite o acesso às mais recentes tecnologias de informação do mundo, reduz os custos e, principalmente, libera recursos humanos e materiais para dedicarem-se ao negócio. Curiosamente, não é o que as pesquisas dos institutos dizem! Esse é o segmento que tem a menor taxa de adoção do mercado! Explicamos o paradoxo com dois argumentos.

São eles: o desconhecimento, por parte das PMEs, da opção nuvem e a falta de conhecimento técnico e comercial sobre o assunto das revendas que atendem a esse segmento. O desconhecimento generalizado tem como consequência principal o temor sobre a segurança dos dados na nuvem. Essa situação mudaria na medida que os gestores dessas empresas descobrissem que os seus dados na nuvem, armazenados em data centers de última geração, estão muito mais seguros do que naquelas salinhas tenebrosas que eles chamam de CPD. As PMEs são, indubitavelmente, a grande oportunidade atual para o canal. Basta que se preparem.

Nas empresas grandes e nas muito grandes outros fatores aparecem. O legado é um item fundamental para elas. Programas antigos, escritos em linguagens muitas vezes já não suportadas pelos fabricantes, são um desafio. Embora funcionando perfeitamente há muitos anos, esses programas são um enorme problema para serem mantidos e de difícil migração para a nuvem. Mais fácil reescrevê-los ou adquirir um pacote já escrito para a nuvem. Mas isso é caro e demorado.

A legislação das empresas públicas e a governança das empresas financeiras também são impedimentos para a adoção da nuvem pública, mas muito já se avançou. A natureza do serviço computacional também. Os Departamentos de Desenvolvimento de Sistemas dessas empresas sofrem com a necessidade de testar seus novos produtos. Usando a nuvem, ambientes de teste com alta performance podem ser alocados imediatamente e usados somente pelo período que forem necessários.

A necessidade de capacidade computacional (workload) e a sazonalidade desta capacidade são também fatores relevantes.

Olhando para o futuro, a médio prazo podemos dizer que a única grande limitação para as grandes empresas irem para a nuvem pública são os processos que exigem grande workload  e são pouco sazonais. Para os demais, o céu (quer dizer, a nuvem) é o limite!

As revendas e os integradores que atendem a esse segmento devem estar preparados para falar sobre e ofertar a opção da nuvem a seus grandes clientes, sob o risco disso ser feito pelos concorrentes.

É sempre bom lembrar que a computação do futuro será híbrida. A cloud pública, a cloud privada e soluções tradicionais (on premise, em inglês) vão conviver. O que vai mudar com o tempo será o peso de cada componente. A cloud pública durante muitos anos terá o maior crescimento dentre as três, preveem todos os institutos de pesquisa. Preparem-se!

Sergio Basilio é Diretor de Estratégia e Soluções de Cloud para a América Latina e responsável pela estratégia global de IoT da Westcon-Comstor.

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