Jornada para Nuvem: Os 3 principais objetivos da TI e seus desafios

Redução de custos, inovação e eficiência fazem parte da lista. Confira no blog

O primeiro artigo do ano vem depois do carnaval, mas não é para manter a escrita de que todos os brasileiros começam a trabalhar apenas depois do carnaval. Não?

Desde que eu me lancei o desafio de escrever, não somente um, mas seis e-books dedicados a Jornada para Nuvem, eu descobri o quanto é trabalhoso, custoso, prazeroso e, por algumas vezes, uma tarefa um tanto quanto ingrata. Pois, se pesquisa muito e se extrai pouco conteúdo, principalmente quando o objetivo não é publicar “mais do mesmo” sobre Cloud Computing. Conciliar o trabalho, família, artigos (Blogs) e livros tem sido um grande desafio, além de demandar algumas horas de trabalho durante a madrugada, mas tenho a certeza de que este esforço valerá a pena.

No ano de 2016 eu publiquei alguns artigos tentando chamar à atenção para a necessidade de se ter uma visão mais estratégica sobre à Cloud Computing, mais especificamente sobre a jornada para nuvem através de uma perspectiva de resultados de negócio. Ratifiquei diversas vezes que, a jornada para nuvem não poderá ser tratada como um projeto isolado da TI devido a necessidade de se ter uma visão holística sobre tudo que cerca a nuvem, e que vai da estratégia da organização/TI passando pelos seus processos, pessoas, tecnologias, segurança da informação e operação dos serviços da TI na nuvem. Diversas pesquisas ratificam esta visão e apontam riscos eminentes de falhas e prejuízos que vão além da TI e que podem envolver até mesmo a marca e a reputação de uma empresa.

Diversos objetivos poderão ser definidos na sua jornada para nuvem. Porém, quero destacar rapidamente os 3 principais objetivos e alguns de seus principais desafios.

Primeiro objetivo: Redução dos custos da TI

Quando falamos dos objetivos da TI com a nuvem a primeira coisa que vem à mente é a possibilidade de redução dos custos da TI. De fato, isto é possível. Porém, irá demandar um correto planejamento dos recursos e serviços que serão migrados para a nuvem. Muitas vezes esta redução não acontecerá no momento “zero”, pois haverá a necessidade de investimentos em treinamentos, consultorias para migração, ferramentas para gerenciamento e automatização, adequação de aplicações e banco de dados, etc…

A redução dos custos dependerá também do nível de investimento necessário para migração e do modelo adotado para cada um de seus Workloads. Os benefícios também irão variar de acordo com cada modelo definido, por exemplo:

“Em linhas gerais…”

IaaS (Infraestrutura como Serviço): Foco estará na modernização da infraestrutura, terá baixo esforço e custo para migração. Porém, os benefícios para a TI serão limitados.

PaaS (Plataforma como Serviço): Foco estará na modernização das aplicações, terá um esforço moderado e um custo mais elevado para migração. Porém, os benefícios serão maiores ao se comparar com o modelo de IaaS.

SaaS (Software como Serviço): Foco estará na substituição da aplicação, demandará um alto esforço e possivelmente um alto custo (por exemplo, caso você tenha que rescrever uma aplicação para adequá-la as características da nuvem) de migração. Porém, os benefícios são grandes, principalmente em relação a gestão da TI quanto aos serviços hospedados na nuvem.

Talvez o maior desafio deste objetivo esteja relacionado a identificação dos custos atuais da TI, também conhecidos como TCO (Total Cost of Ownership | Custo total de propriedade), pois será necessário agrupar os ativos, sistemas e aplicações da TI de maneira que seja possível identificar cada Workload que será migrado para nuvem, assim como, criar uma base de comparação dos custos atuais versus os custos deste serviço rodando na nuvem. Muitas vezes será necessário considerar ganhos intangíveis para a TI/Negócio como maior flexibilidade, agilidade da TI e prontidão para responder rapidamente as mudanças do negócio.

Segundo objetivo: Aumentar a eficiência e agilidade dos serviços atuais e resolver problemas de capacidade

Este objetivo visa melhorar os serviços atuais da TI através da migração destes para a nuvem. Muitas vezes este objetivo estará relacionado à modernização e ao uso mais eficiente dos recursos na nuvem em comparação ao ambiente local (on-premises), assim como, para solucionar problemas de capacidade da infraestrutura e para redução dos tempos de paradas e indisponibilidades dos serviços locais.

O principal desafio está relacionado a identificação e definição de métricas relacionadas a indisponibilidade (programadas ou não) dos serviços em seu datacenter. Outro desafio será medir o uso e a capacidade dos servidores físicos e virtuais a fim de não superdimensionar capacidades na nuvem, o que representariam custos desnecessários.

Terceiro objetivo: Inovação e resposta rápida para novas demandas de negócio

Este objetivo está intimamente ligado a capacidade de resposta da TI para atender às mudanças ou implementações de novas soluções de acordo com as necessidades e direcionadores estratégicos da organização e da TI. Muitas vezes estas mudanças não dizem respeito apenas as tecnologias em si, elas remetem também a uma mudança cultural e a inserção de novos processos e métodos de trabalho dentro da própria TI. Basicamente este objetivo tem como base fundamental atender aos projetos que utilizam os métodos ágeis de gerenciamento, assim como, estão ligados às necessidades do modo 02 de operação do conceito da TI Bimodal do Gartner Group (por exemplo).

 

O principal desafio está relacionado a mudança cultural da TI, na clara identificação das estratégias corporativas e na dependência da correta relação desta com a estratégia da área. Vale lembrar que, muitas vezes, as estratégias organizacionais são definidas em alto-nível, são subjetivas e geralmente não são divulgadas para todos os níveis das empresas.

Obviamente que poderão existir outros objetivos e desafios que serão diferentes para cada empresa dentro de sua jornada para nuvem. Entretanto é importante que você crie sempre uma base de comparação, isto ajudará na escolha do melhor serviço na nuvem e também na avaliação do nível de maturidade da sua TI nesta longa e única jornada para nuvem.

Autor: Daniel Rosa

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