Capacitação dos profissionais de TI vai além da técnica

Boa formação pessoal também é de grande importância para o setor

Tão importante quanto o desenvolvimento técnico dos futuros profissionais de TI é que eles saiam das universidades com uma boa formação pessoal. O assunto foi abordado por representantes de instituições de ensino reconhecidas no campo da tecnologia durante painel no IT Forum Expo/Black Hat 2013. Wagner Sanchez, da FIAP. Maurício Pimentel, da Bandtec; Alan Carvalho, da Fatec; e Marcelo Moura, da Impacta, defenderam que não se pode exigir de um recém-formado competências de gestão, mas é necessário o desenvolvimento de algumas habilidades além das disciplinas, como comunicação, as chamadas ?soft skills?.

Todas as instituições participantes do debate buscam aproximação com as empresas para entender as necessidades do mercado, por meio de inclusão na grade curricular de tecnologias específicas, ou até mesmo oferecimento de certificações e programas extracurriculares. O desafio maior para elas, entretanto, vai além da técnica porque contempla passar valores que serão usados ao longo de toda a carreira. É quase como uma conscientização de situações dentro da profissão que sequer passam pela cabeça dos ingressantes, envolvendo até mesmo graves situações ilícitas. ?O profissional de TI terá alguns dilemas éticos na carreira. Eu ministro aulas em cursos de segurança da informação, e chego até a assustar meus alunos quando digo que eles podem ser cooptados para o cibercrime organizado. Por isso, na sala de aula, é importante que seja gasto um tempo com isso?, ressaltou Carvalho, da Fatec.

O desafio é grande. Sanchez, da FIAP, lembrou que existe um déficit de profissionais no mercado de aproximadamente 100 mil posições ao ano. Ainda assim, ele conta que recebe feedbacks de algumas empresas no mercado dizendo que o perfil formado não é aquele esperado pelas companhias ? ?profissionais com ampla visão de mercado, preparados para inovar e liderar?, resumiu Moura, da Impacta. E muitas vezes a dificuldade das instituições de ensino remetem a deficiências na base da formação. ?Recebemos alunos que sequer conseguem fazer uma redação. Muita gente pode pensar que não é problema da universidade a qualidade de como ele entrou. Eu discordo, porque é nossa responsabilidade a garantir o nível de como ele vai sair?, relata Pimentel, da Bandtec.

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Confira cobertura completa do IT Forum Expo/Black Hat 2013

 

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