Desenvolvedores Java e mobile são perfis mais escassos em TI

Conclusão é da Conquest One, que fez balanço sobre empregos no setor em 2016

A Conquest One, empresa brasileira especialista em staffing de TI, divulgou os resultados de sua pesquisa anual sobre oportunidades do mercado de trabalho em Tecnologia da Informação (TI), considerando vagas trabalhadas pela companhia em 2016. Uma das conclusões é que dois perfis continuam que escassos no mercado são de desenvolvedores Java e desenvolvedores mobile – o primeiro por exigir alta qualificação técnica, e o segundo, por um número baixo de profissionais no mercado.

No último ano, segundo a Conquest One, analista de sistemas foi o perfil mais demandado, com 13% das oportunidades, seguido dos analistas desenvolvedores em Dot.Net (10%) e dos analistas de negócios, projetos e processos, com 9%.

Após um 2016 desafiador, Marcelo Vianna, sócio-diretor e CHRO da Conquest One, acredita que é possível ser otimista com relação a 2017, visto que os investimentos serão retomados, e muitas empresas precisam dar novamente o play em atualizações que foram pausadas por conta da crise. “A demanda para desenvolvedores demonstra isso, uma vez que 53% das vagas são para essa categoria”, afirma.

Além desse grupo, a categoria infraestrutura de TI somou 16% das oportunidades, com destaque para o perfil de analista de redes e telecom; vagas relacionadas ao negócio e a seus processos ficaram com 13% das vagas, ressaltando o analista de negócios como mais procurado. A lista segue com cargos para gestão (9%), como o gerente de projetos, e com vagas para suporte operacional (8%), em especial os analistas de suporte.

“O mercado de TI tem espaço, e é muito grave o fato de que ainda temos uma grande carência de mão de obra qualificada. Só na América Latina, as previsões do IDC estimam que até 2019 faltarão quase 450 mil profissionais para ocupar postos de trabalho. E o Brasil já é afetado por isso. As vagas existem, a demanda só aumenta, e nós, mais do que nunca, temos o dever de ajudar as empresas a preenche-las e os candidatos a se recolocarem“, explica Antonio Loureiro, CEO da Conquest One.

Em 2016, a procura de profissionais se manteve nos setores de serviços variados (28%), saúde (19%), serviços financeiros (15%), indústria (12%), tecnologia (7%), farmacêutica (7%), varejo (6%) e infraestrutura (6%). Números diferentes dos levantados ao final de 2015, em que os setores de tecnologia (22%) e serviços (21%) foram o que mais buscaram profissionais de TI, saúde e infraestrutura mantiveram o mesmo percentual, 20% cada, à frente do setor farmacêutico, com apenas 7,5%.

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