Gestão 3.0: gestor precisa ser um facilitador

A transformação do papel do gestor para se adequar às novas exigências do mercado passa por deixar o perfil burocrata e de líder soberano

Em um contexto em que os negócios estão sofrendo mudanças cada vez mais rápidas e em que não há previsibilidade sobre para onde estamos caminhando, a dinâmica do mercado e a complexidade de seus sistemas não suportam mais uma gestão burocrata e linear. A transformação do modelo de gestão tradicional para uma gestão 3.0 deixou de ser uma escolha para as empresas, mas uma questão de sobrevivência.

?Há poucos anos era difícil imaginar que grandes corporações já consolidadas no mercado iriam quebrar e hoje temos vários exemplos disso. As organizações do século XXI precisam se conscientizar de que o modelo com o gestor sendo a figura que comanda e controla do topo da pirâmide não se adequa mais à nossa realidade?, explica Alexandre Magno, agile expert e cofundador da AdaptWorks, durante o Agile Cafe, realizado nesta quarta-feira (13/03), em São Paulo.

As empresas da economia criativa, principalmente dos setores de tecnologia, mídia e mundo digital lideram essa transformação, que vem rompendo com a ideia de gestão baseada no comando e no controle e progredindo para uma gestão 3.0, na qual o pensamento e a execução se misturam. Nesse novo modelo, o gestor deixa de ser a figura burocrata e temida do chefe e passa a ser o facilitador em um ambiente de cooperação.

O grande desafio dos gestores atualmente é liderar profissionais do conhecimento, e não mais uma mão-de-obra especializada. Sendo assim, o gestor passa então a gerenciar o sistema, e não pessoas e trabalhos isoladamente. Alexandre explica que para os profissionais do século anterior havia uma distinção clara entre trabalho e vida pessoal, diferentemente das expectativas do profissional do século XXI. ?O profissional de hoje não vê o trabalho simplesmente como uma forma de sustento. Ele também quer ser feliz e ter satisfação no que faz. Tudo isso vai exigir do gestor responsabilidades que antes eram encaradas como sendo funções de RH, como motivar e energizar sua equipe, empoderar times e desenvolver competências?, pontua o especialista.

Dessa maneira, o papel do gestor ganha novas dimensões, indispensáveis para criarem um ambiente de trabalho que seja dinâmico e saudável e que gere resultados eficientes, tornando a empresa mais competitiva. ?Hoje medimos a eficiência de um gestor pelo valor que o time dele está gerando. Muitas pessoas sempre questionam se, além de tudo, a companhia ainda tem que se preocupar se o profissional está feliz? A resposta é sim, se você quer um profissional do conhecimento em seu time que irá fazer a sua empresa mais competitiva?, conclui.

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