Gestão consciente é lema do primeiro colocado do ranking

Líder da lista que mapeia os 50 principais executivos de TI do Brasil, Fabio Faria ensina que estratégia deve ser desenhada para suportar momentos bons e ruins

O amadurecimento da economia brasileira tem reflexo direto nas empresas. Elas passam a investir em processos mais bem desenhados, governança e, consequentemente, apostam mais em tecnologia da informação como meio de profissionalizar a gestão e até suportar o crescimento. Com isso, é cada vez maior o número de CIOs que se destaca no cenário e até assume posições fora da TI. Essa evidência eleva o nível profissional desses gestores que, em alguns casos, não deixam a dever em nada para executivos de TI de mercados maduros. O ranking com os 50 CIOs destaque do País em 2011, liderado nesta primeira edição pelo diretor de TI corporativa da Votorantim Holding, Fabio Faria, é um extrato dessa evolução.

A inclusão do ranking no prêmio Executivo de TI do Ano gera um comparativo similar ao que é feito no estudo As 100+ Inovadoras no Uso de TI, onde se compila as companhias que mais apostam na inovação por meio da tecnologia. Também consolida a visão da IT Mídia de que esse profissional será cada vez mais demandado pelas companhias e, por isso, precisa ter seu desempenho mensurado e acompanhado de forma diferenciada.

No caso do vencedor, o mercado há tempos conhece um pouco do seu método de trabalho e o formato exitoso que adotou ao assumir a TI de uma holding com o desafio de criar uma plataforma aderente aos mais diversos negócios do grupo e que facilitasse a incorporação de empresas em caso de aquisições. Há mais de oito anos na corporação, Faria desenvolveu uma maneira de lidar com o dia a dia da TI muito próximo à real necessidade do negócio, sem fugir às melhores práticas. ?Não empurramos tecnologia para as áreas, fazemos diferente, mesmo por meio de conversa de rediscutir processos, é o momento de colocar possibilidades com soluções tecnológicas, tem que ter objetivo e o principal é o do negócio. TI tem propostas internas que seguimos todos os anos de forma alinhada, mas o que é do negócio tem que se discutir?, comenta, resumindo um pouco do que acontece em sua área.

O executivo tenta imprimir ao departamento o que convencionalmente poderia ser chamado de gestão consciente: foco no negócio fim, diálogo aberto com funcionários e com demais áreas, atenção às tecnologias emergentes, adesão às melhores práticas, estratégia adequada e que não sofra em momentos complexos, como uma eventual crise financeira, e, sobretudo, um ambiente voltado à inovação.

?Essa questão da inovação surgiu com mais força quando passamos por uma crise (global) bastante grande, no segundo semestre de 2008. As empresas, de forma geral, se retraíram em termos de investimento e TI foi muito demandada no sentido de inovação. Nós tratamos um pouco diferente, ela (a inovação) trazia um aspecto arrogante e prepotente para TI, e mudamos o termo para diferenciação de negócios para tirar essa arrogância que poderia cair sobre a área de TI. O que isso é? Um exercício diário que busca desafiar o status quo dos processos corporativos, buscando diferenciais e vantagens competitivas mesmo para aquilo que julgamos ser benchmarking do mercado?, ensina.

De forma geral, quem se destaca é porque, ao longo dos anos, tem conseguido desenvolver um trabalho que se torna referência no mercado. No caso de Aurélio Conrado Boni, do Banco Bradesco, o executivo vinha criando uma estrutura em parceira com Laércio Albino Cezar, que recentemente se aposentou e deixou a vice-presidência da instituição. Por lá, governança, segurança e gestão da informação são assuntos de primeira ordem, até pela natureza do segmento de atuação. Mas o executivo tem se destacado, também, pelo teste e adoção de tecnologias emergentes.

O mesmo ambiente se assiste na Unilever, onde Gonzalo Esposto mostra uma liderança bastante participativa e leva a gestão de seu departamento com muito foco em pessoas e um perfil voltado à inovação, de forte aproximação com o negócio e com um olhar atento em busca de talentos para compor seu time.

Como chegamos ao ranking:
Para efeito da premiação nas dez competências, o CIO concorre naquela em que ele apresenta maior nota ou melhor desempenho. Para distribuição dos nomes num ranking, a PwC, parceira da IT Mídia no prêmio, levou em consideração a soma das notas que os CIOs atingiram em todas as competências.

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