Mobile ganha espaço no marketing e área impulsiona iniciativas no canal

Mobile ganha espaço no marketing e área impulsiona iniciativas no canal

Empresas que participaram do MMA Mobile Marketing Leadership Forum ressaltaram estratégias móveis e resultados obtidos a partir delas

É inegável o poder dos dispositivos móveis na sociedade. Smartphones estão sempre à mão e, para muitos brasileiros, o smartphone é o primeiro contato com a internet, dados comprovados em estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Empresas que sabem aproveitar essa onda certamente sairão à frente no mercado de atuação.
O assunto foi discutido hoje (13/4) durante o MMA Mobile Marketing Leadership Forum, realizado em São Paulo, que levantou a questão do mobile muito alinhada à digitalização dos negócios. Um caminho sem volta.
“Há 18 anos lançamos nossa plataforma digital com o banco na internet e hoje a maioria dos acessos é por dispositivo móvel. A curva de mudança de acesso ao banco pelo desktop consumiu dez anos. Para o móvel, quatro anos”, contabilizou Thiago Silva, gerente de marketing e conteúdo e mídias sociais do Banco Itaú.
Algo notório na transformação do banco, segundo ele, foi que a mudança foi construída pelos clientes, que buscavam novas formas de acesso e agilidade. Do lado do negócio, prosseguiu, a o foco é a eficiência.
Caminho semelhante foi trilhado pela Globo, que, de acordo com Páris Piedade, diretor da plataforma tecnológica da área de Comercialização de Mídias Digitais da empresa, teve início há 16 anos. “No nosso caso, o digital mudou a forma de distribuir conteúdo aos telespectadores acostumados a consumi-lo por meio da televisão”, observou.
E o acesso mobile está crescendo rapidamente, especialmente após iniciativas especificas para a área, como o lançamento do Gshow, portal de entretenimento da Globo, no ano passado. Atualmente, o app soma mais de 5 milhões de downloads. Hoje, os dispositivos móveis não representam metade dos acessos aos produtos digitais da Globo, mas em dias de jogos e eleições o principal acesso é móvel, contou.
Mídia programática
O universo móvel abriu uma série de oportunidades para empresas, uma delas a mídia programática, como reconheceram os executivos. “Temos uma área focada no tema trabalhando com produtos diferentes”, sintetizou Silva.
Ele assinalou que há diversas possibilidades para esse tipo de mídia em dispositivos móveis, aproveitando recursos do próprio aparelho, como geolocalização, para garantir assertividade das ações. “O maior ganho é tratar quase que como um usuário único um consumidor.”
Na visão de Piedade, mídia programática, que abrange tecnologias que automatizam compra, posicionamento e otimização da publicidade, substituindo atividades humanas, representa grande oportunidade para companhias.
Múltiplos devices
Com consumidores usando mais de um dispositivo móvel para executar suas tarefas diárias, as possibilidades de abordar o cliente aumentaram. Caroline Mayer, diretora comercial da Criteo, que atua no marketing de performance, apontou que, hoje, 59% dos brasileiros acessam mais de dois devices e as companhias que utilizam o crossdevice ganham de 5% a 7% de vendas.
Adalberto da Pieve, diretor de marketing do Peixe Urbano, comentou que, de fato, a tendência cresce. Contudo, é necessário dar pequenos passos, estudando os resultados do crossdevice e o comportamento dos usuários diante dessa novidade.
Sobre o uso de dispositivos móveis na estratégia de negócios, Natalia Dias, diretora de produto mobile para a América Latina da Netshoes, afirmou que ela é vital para a empresa de e-commerce. Tanto que 40% dos consumidores da companhia utilizam a plataforma mobile e isso equivale a um crescimento anual de 200%.
O Peixe Urbano também registra salto expressivo no uso dos dispositivos móveis. E a conversão de vendas é aula com, atualmente, 50% dos clientes da companhia usando a plataforma.
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