Estudo aponta impacto da mobilidade no crescimento de smart schools com IoT

Estudo aponta impacto da mobilidade no crescimento de smart schools com IoT

Extreme Networks identifica ainda que recursos em escolas inteligentes vão além da lousa inteligente

Especializada em soluções de redes orientadas por software, a Extreme Networks divulga pesquisa realizada com mais de 600 gerentes de TI em instituições de ensino de variados níveis. O levantamento identificou que, para 46% deles, as chamadas escolas inteligentes (smart schools, em inglês) terão grande impacto sobre a educação nos próximos dois anos.

Os benefícios mais comentados pelos entrevistados foram o aumento do engajamento dos alunos, aprendizado móvel, ensino mais individualizado, melhora na eficiência e redução de custos. Em uma pergunta sobre quão familiar o executivo se sentia em relação ao conceito de smart schools, as respostas foram bastante variadas. 

Trinta e seis por cento deles alegaram saber um pouco sobre o tema, 23% se consideravam a par da tecnologia e estavam começando a estudá-la e 29% afirmaram ser um conceito totalmente novo. Apenas 9% dos entrevistados já havia implementado parte de um projeto de escola inteligente e 3% planejavam implementar a tecnologia em até três anos.

De acordo com Eduardo Almeida, diretor de Vendas da Extreme Networks para o Brasil e o Cone Sul, diz que o conceito de escolas inteligentes segue os mesmos princípios aplicados a cidades e hospitais inteligentes. 

“É uma proposta que permite a estudantes e instituições não só melhor acesso ao conhecimento, mas também a possibilidade de aprender e transformar”, afirma. O executivo acrescenta que escolas inteligentes são as que dispõem de infraestrutura que lhes permite crescer, adaptar-se e progredir como ambientes importantes de aprendizado.

As escolas inteligentes utilizam soluções de IoT para se comunicar com seus dispositivos via Wi-Fi. Esses dispositivos vão muito além da lousa inteligente e incluem iBeacons, wearables, sensores, eBooks e tablets, salas de aula colaborativas, iluminação inteligente, AVAC e rastreadores de movimento e de vídeo. 

O estudo da Extreme descobriu que já existem instituições usando robôs, realidade aumentada, reconhecimento facial, sensores para estacionamento, rastreador de presença e impressões 3D. Esses dispositivos entregam vasto volume de dados tanto para análise em tempo real ou posterior.

Há dois anos, a Extreme Networks vem apoiando a Universidade de Caxias do Sul – UCS, no Rio Grande do Sul, a se tornar uma smart school. O projeto implantado na UCS cobre as necessidades de rede cabeada e sem fio de 100% dos 75 prédios da instituição em nove cidades, incluindo um hospital e uma escola de ensino médio, além de TV e rádio universitárias.

Segundo o gerente de TI da UCS, Heitor Strogulski, as soluções da Extreme Networks têm dado tranquilidade à equipe de TI de implementar diversos serviços que melhoram a qualidade do ensino e aumentam a satisfação dos mais de 25 mil alunos e 3,5 mil funcionários.

Iniciativas

Entre esses projetos está a transmissão de cirurgias do Hospital Geral de Caxias do Sul (Hospital Escola da UCS) para a sala de aula do curso de medicina. A UCS também passou a disponibilizar aplicativo para as diferentes disciplinas oferecidas com recursos para registro de frequência do aluno, notas e nível de satisfação com a aula, além de um outro app de Street Game, esse para candidatos ao vestibular, com desafios de conhecimento por meio das posições georreferenciadas do jogador. Em 2017, o grupo pretende implantar um projeto de realidade virtual voltado para a diminuição da dor do paciente em alguns tratamentos.

Como acontece com todos os avanços e progressos de uma sociedade, a implementação dos dispositivos que permitem uma escola ser inteligente, traz com ela um conjunto de preocupações. O fator segurança foi citado por pouco mais de 50% dos entrevistados do estudo como um potencial problema. Outros se preocupam com a privacidade, interoperabilidade e despesas adicionais. Gerenciamento também será uma preocupação até que surja um único e consistente painel para controlar todos os dispositivos e sistemas.

Já ter um Wi-Fi confiável lidera a lista dos mais importantes fatores de sucesso na implementação da tecnologia na escola inteligente. Na sequência, desenvolvimento do professor, ambientes de aprendizagem bem projetados e garantia de que os alunos tenham dispositivos apropriados estão na lista dos requisitos importantes para o sucesso da smart school.

Eduardo afirma que o modo como a nova tecnologia da escola inteligente será implantada nas escolas é de vital importância para que o projeto dê certo. “Algumas vezes, ter professores e funcionários engajados em um projeto é muito mais desafiador do que a implantação da nova tecnologia em si.  Para ser bem-sucedido, portanto, o planejamento requer uma boa visão do ensino no sentido de compreender como a tecnologia melhora a educação. A aplicação eficaz da tecnologia exige treinamento de usuários, infraestruturas adequadas, cobertura suficiente de Wi-Fi, largura de banda e boa coordenação de timing”, finaliza o executivo.

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