Internet 2 avança no Brasil

O Brasil está ampliando sua participação no projeto global d

Redes de pesquisa que já assinaram MoU

  • Austrália, www.aarnet.edu.au
  • Consórcio Ásia-Pacífico, www.apan.net
  • Consórcio Apan-Korea,kr.apan.net
  • Eslovênia, www.arnes.si
  • Bélgica, www.belnet.be
  • Canadá, www.canarie.ca
  • República Tcheca, www.ten.cz
  • México, www.cudi.edu.mx
  • Consórcio Europeu 1, www.dante.org
  • Consórcio Europeu 2, www.terena.nl
  • Alemanha, www.dfn.de/dfn
  • França, www.renater.fr
  • Grécia, www.grnet.gr
  • Irlanda, www.heanet.ie
  • Hungria, www.hungarnet.hu
  • Itália, www.infn.it
  • Israel, www.machba.ac.il
  • Consórcio dos Países Nórdicos, www.nordu.net
  • Polônia, www.pol34.pl
  • Portugal, www.fccn.pt
  • Espanha, www.rediris.es
  • Luxemburgo, www.restena.lu
  • Chile, www.reuna.cl
  • Cingapura, www.singaren.net.sg
  • Holanda, www.surfbureau.nl
  • Suiça, www.switch.ch
  • Taiwan, www.tanet2.net.tw
  • Reino Unido, www.ukerna.ac.uk
  • “Estamos implantando desde maio deste ano um nova rede de backbone com tecnologia ATM para as regiões de maior tráfego e de Frame Relay para as áreas com menor intensidade, que deve chegar a capacidade de 155 Mbits por segundo”, conta José Luiz Ribeiro Filho, coordenador-geral do RNP (Rede Nacional de Pesquisa – programa do Ministério Brasileiro de Ciência e Tecnologia). A expectativa é de que esteja pronta e conectada à Internet norte-americana até o final do ano.

    Uma das mais importantes aplicações do projeto é o intercâmbio entre áreas de intensa pesquisa, como a medicina. Em São Paulo, por exemplo, a RNP já fechou parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor) e a Escola Paulista de Medicina, além da Telefônica e Net para o fornecimento de infra-estrutura.

    “A rede que estamos construindo vai permitir sincronismo do pacote de voz e dados e aplicações específicas principalmente para vídeo-conferências”, explica Eduardo Bonilha, coordenador adjunto do centro de computação eletrônica da USP.

    No Rio de Janeiro, o projeto vai utilizar rede da Telemar para interligar a Universidade Federal, a Fundação Osvaldo Cruz, a PUC e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Já em Santa Catarina, independente do projeto federal de Internet 2, o governo estadual, universidades e centros de pesquisa estão criando uma rede paralela para ligar todos os institutos do estado, principalmente do interior.

    “Vamos implantar a rede gradativamente em doze municípios interligando todos os centros de pesquisa”, detalha Edison Melo, um dos coordenadores do projeto de Santa Catarina. A Internet 2 do estado conta com o apoio da Telesc, que está instalando a rede de fibra óptica, e investimentos em torno de US$ 5 milhões da Fundação Catarinense de Ciência e Tecnologia (Funcitec) em parceria com a Telesc Brasil Telecom, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe).

    Intercâmbio global

    O projeto surgiu em 1996, com 34 universidades americanas que se associaram e formaram o Cômite Geral de Trabalho da Internet2, com o objetivo de desenvolver bibliotecas virtuais, ambientes colaborativos em laboratórios com instrumentação remota, promover debates virtuais, trabalhos em grupo, telemedicina, projeção de telas em três dimensões, controle remoto e pesquisas médicas. A partir de 1997, com o apoio do governo federal norte-americano, o projeto tornou-se global e extensivo a qualquer universidade ou centro de pesquisa.

    Para fixar metas comuns foi criado o Memorandum of Understanding (MoU – memorandos de entendimento) que cria acordos de trabalho entre centros acadêmicos de diversos países. O Brasil estabaleceu um acordo MoU com o projeto de Internet2, através da RNP, em outubro de 1997.

    Desde então, o RNP e o CNPq (Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) já fechou parcerias com diversos centros de pesquisa e instituições de ensino nos principais estados brasileiros para construção de uma nova rede de backbone, capacitar recursos humanos e desenvolver aplicações sofisticadas com recursos interativos e de multimídia.

    Comentários
    As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicados refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nessa publicação.

    Notícias Relacionadas

    Copyright 2017 IT Mídia. Todos os direitos reservados.
    É proibida qualquer forma de reutilização, distribuição, reprodução ou publicação parcial ou total deste conteúdo sem prévia autorização da IT Mídia.