Redes sociais vs relacionamento com amigos e familiares

Estudo mostra que relações são prejudicadas com mundo virtual

A disseminação de novas tecnologias e o avanço da internet e dispositivos móveis foram o alicerce para o avanço de mídias sociais. Essas plataformas trazem liberdade de comunicação com pessoas queridas e muitas vezes distantes, quando e onde quisermos. No entanto, a liberdade tem um preço. Atrás das vidas digitais aparentemente felizes  e populares, as pessoas não percebem como elas colocam em risco relacionamentos com pessoas próximas. Estudo da Kaspersky Lab mostra que um terço dos entrevistados diminuiu a comunicação ao vivo com pessoas queridas.

Uma parte significativa das pessoas admitiu que agora se comunicam menos com seus pais (31%), filhos (33%), parceiros (23%) e amigos (35%) porque podem vê-los e contatá-los via mídias sociais.

Embora o esperado seja que pais não aprovem o comportamento on-line dos filhos, o que acontece é ao contrário, segundo os resultados do estudo. Mais de um quinto dos pais admitem a relação com seus filhos piorou depois que as crianças viram seus pais em situações constrangedoras nas redes sociais. Por outro lado, apenas 14% dos pais disseram ficar perturbados pelo comportamento de seus filhos na internet.

Para a Kaspersky lab, o estudo mostrou que, embora as redes sociais possam proporcionar canais de comunicação e reduzir as barreiras de fuso horário e distância, nem sempre elas trazem alegria para as pessoas.

Astrid Carolus, psicóloga especializada em mídia da Universidade de Würzburg, comentou que estudos mostram que, atualmente, a comunicação digital complementa a comunicação real. “Vivemos em um mundo globalizado e repleto de mobilidade, o que gera grandes distâncias entre parceiros e familiares. A comunicação digital representa uma oportunidade de criar pontes sobre as separações da vida moderna, entre diferentes cidades ou países. No entanto, a comunicação digital não substitui a comunicação ao vivo – pelo menos nem sempre e não completamente. A comunicação digital é menos rica em termos dos canais sensoriais estimulados, resultando em uma qualidade sensorial reduzida”, comentou.

Astrid adverte que, embora pareça que a qualidade das relações tenha melhorado, nem sempre é possível avaliar a comunicação on-line de modo objetivo. “Em determinadas circunstâncias, as pessoas consideram a comunicação online como “superpessoal” e, assim, podem confundir e interpretar incorretamente as mensagens nas mídias sociais. Nos sentimos muito próximos, ignoramos o que é negativo, focamos as possíveis intenções positivas por trás de uma mensagem e inventamos interpretações”.

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