CEOs discutem desafios e oportunidades na TI para 2016

CEOs discutem desafios e oportunidades na TI para 2016

Qual o papel da TI no futuro? E no agora, o que está sendo feito? Veja o que principais executivos da indústria têm a dizer

O primeiro dia de IT Forum Expo, que aconteceu nessa terça-feira (17/11), em São Paulo, reuniu dez dos principais líderes da indústria, representantes de grandes empresas que estão ajudando outras companhias no seu caminho para a transformação digital. Nesse contexto, os especialistas discutiram em um painel quais os principais desafios e oportunidades que eles identificam para 2016 e o balanço e alguns aprendizados que fizeram parte deste ano.

Para Cyro Diehl, presidente da Oracle Brasil, a transformação digital fará parte de todos os negócios, independentemente do segmento da empresa. “Nosso objetivo é ajudar empresas e o País a passarem por essa mudança”, afirma. Complementando esse pensamento, Laércio Cosentino, CEO da Totvs, conta que a indústria de TI foi pioneira em outros tempos em termos de digitalizar uma porção de coisas. “Agora, as organizações estão tendo de se digitalizar”, completa.

O executivo usou como exemplo a própria empresa, que surgiu com a missão de TI e se tornou uma companhia de solução para negócios. Cosentino afirma ainda que, o grande foco no futuro deverá ser mirar a experiência do usuário. “Cada vez mais a vida do usuário deve ser simplificada”, diz. Além disso, a tecnologia deve ser usada em favor de auxiliar processos, de acordo com Paula Bellizia, CEO da Microsoft Brasil. “Temos de entender as necessidades do cliente, o core do seu negócio para ajudá-lo a mudar o status para empresa tecnológica”, diz.

Na opinião de Luis Gonçalves, presidente da Dell Brasil, a primeira aposta deve partir da TI. “Não podemos esperar setores da economia para dar a primeira estilingada. É nosso dever capitanear isso e colocar o Pais no lugar onde deveria”, observa. Cristina Palmaka, CEO da SAP Brasil, concorda e completa que o CIO tem papel fundamental nas companhias e não mais é visto como suporte. Ele passa a ser ponto-chave da estratégia.

Próximos passos
No geral, a visão com relação ao futuro da TI é positiva, mesmo diante do cenário econômico instável que o País enfrenta atualmente. Gil Torquato, CEO do Uol Diveo, observa que as organizações, por conta dessa demanda por digitalização, estão sendo fortemente desafiadas. Cabe a cada uma enfrentar as barreiras, como a alta do dólar e o aumento de gastos com recursos básicos como energia. 

“O grande desafio será passar pela turbulência – que certamente vai passar. Nos engajar nesse novo mundo digital é uma grande oportunidade para todos nós e, como parte da indústria, temos a obrigação de ajudar na evolução de empresas que querem buscar esse caminho”, afirma. “Temos de colaborar para que esse novo mundo digital chegue o quanto antes.”

Luciano Corsini, CEO da Hewlett-Packard Enterprise, defende que o imperativo é continuar chamando investimentos para o País, com o intuito de contribuir diretamente com seu crescimento. “Temos a missão de continuar acreditando no Pais”, diz. O executivo também destaca que aqueles que entenderem o que é a transformação digital e se transformarem junto conseguirão melhores resultados.

Para Aureo Fittipaldi, diretor da Samsung, a porta para as possibilidades será aberta ao olhar para novas tecnologias, como a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). “O mundo conectado abre possibilidades de explorar o conceito da melhor forma possível. E isso para nós significa atuar desde a concepção de uma solução e desenvolvimento da cadeira para trazer oportunidade para todos”, comenta, completando que investir na capacidade de crescimento do futuro é algo que está no DNA da empresa.

Já Alex Salgado, head de soluções corporativas da TIM, destacou que, entre as oportunidades para o próximo ano está a mobilidade, já que esse tipo de abordagem, no Brasil, em especial, ainda há muito o que se investir principalmente na parte de suporte à operação.

Já para Luis Liguori, CTO da IBM, o futuro respira cognição. Além disso, é preciso promover o engajamento e a interação espontânea. “Quem quer se tornar digital tem de pensar em diversos pontos, como social, internet das coisas, mobilidade e aí vemos um meio de engajamento, para que as pessoas queiram compartilhar seus dados conosco e para interação. “imaginamos que o mundo está sendo reescrito em software. Dessa forma, onde tiver dados trafegando podemos colocar a cognição”, afirma. “O valor disso está em conhecer o cliente e não mais tratá-los como massa de indivíduo. A cognição é mais um imperativo para a TI.”
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