Mídias digitais são aliadas de startups para promover negócios

Ferramentas on-line auxiliam empreendedores com marketing digital

Nunca foi tão fácil promover um negócio. O grande quesito para que essa afirmação seja real são as mídias digitais que trouxeram novas oportunidades de engajamento com o público e, sobretudo, autonomia para utilização pelos próprios empreendedores.

Marcos Cunha, sócio-fundador da Storica Media – agência especializada em mídias sociais – concorda plenamente com a afirmação. “Hoje você consegue promover sua empresa na palma da sua mão. Com o celular você faz um video de boa qualidade e consegue colocar na internet”, disse Cunha, que também é gerente de projetos da EloGroup – consultoria de transformação de negócios -, durante participação na Campus Party.

Mesmo liderando uma agência de marketing digital, Cunha não recomenda esse para pequenas empresas a contratação desse tipo de serviço. “Faz mais sentido você mesmo fazer essas ações nas mídias sociais do que se endividar com uma agência… e olha que eu sou uma agencia.”

Mas não trata-se apenas de publicar qualquer conteúdo aleatório e esperar retorno. Há algumas regras para utilização das redes sociais. A primeira delas é não focar em publicações apenas sobre produtos, como um catálogo de soluções, mas sim criar relações. “As mídias sociais surgiram com a lógica de socializar pessoas físicas. Quando as marcas começam a entrar nessa lógica, elas não podem apenas falar de preços e produtos. Precisam de fato se comportar como uma pessoa, a chamada personificação, para gerar engajamento com os consumidores”, observa Cunha.

Foco nos nichos
Quem também participou da discussão no palco empreendedorismo foi Ângelo Vicente, fundador do Ecadeiras, maior ecommerce de cadeiras do Brasil e CEO da Eretail. O empreendedor abordou outro importante ponto que deve ser observado por quem está chegando neste mercado.

A internet traz outro enorme aliado às empresas: filtros. Ferramentas como Google e Facebook permitem realizar categorização por público, separando por sexo, idade, localização etc. Com isso, é possível atingir nichos específicos, algo extremamente recomendado pelos dois especialistas.

“Muitos usuários compartilham dados em sites de compras e eles são utilizados de forma que a empresa consegue fazer uma base, caso o usuário autorize. Com essa analise, consegue atingir o público específico e criar engajamento melhor e tem sucesso nas vendas. Essa é a forma que muitas empresas fazem hoje para chegar aos consumidores”, explica Vicente.

Ele cita também as “ondas” de novos negócios recentes, como táxis/Uber e blogueiras de moda, e tem uma certeza – tudo passará pela opinião dos consumidores – por isso a importância da customização de ofertas.

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