Depois de aquisição da Simpress

Depois de aquisição da Simpress, Samsung projeta crescimento em impressão

Vice-presidente da área da fabricante sul-coreana detalha estratégia para o setor

Quando a Samsung comprou a brasileira Simpress, especializada em outsourcing de impressão, a ideia era reforçar os negócios corporativos da empresa. Agora, dezesseis meses depois, está clara a estratégia da sul-coreana, que, além de conquistar o mercado corporativo, quer crescer no segmento de impressão.
David SW Song, vice-presidente sênior de vendas e marketing para Soluções de Impressão da Samsung, afirma que a companhia está empenhada nessa missão. Resultado dessa estratégia pôde ser observado no mês de março deste ano, quando a Simpress, que atua como subsidiária, registrou faturamento recorde – não revelado. 
“Hoje, somos líderes em managed print services (MPS) com 23% de market share no Brasil. Em todas as categorias de impressão somos líder ou estamos em segundo lugar em participação de mercado”, completou Vittorio Danesi, fundador e diretor da Simpress, citando números da consultoria IDC.
Danesi explica que o resultado se deve a uma série de estratégias colocadas em prática a partir de fevereiro de 2015, quando tornou-se oficialmente parte da Samsung. “Buscamos novos clientes e fizemos um trabalho agressivo de vendas. Isso tudo gerou resultado positivos para os negócios ainda que o mercado de impressão seja maduro.”
O executivo indica que em momento de crise, o fornecedor que não presta um bom serviço é cortado. Segundo ele, a Simpress mostrou aos clientes que seu atendimento é fora da curva e seu relacionamento efetivamente promove valor agregado. “Saímos à frente”, comemora. 
Song lembra que a Simpress foi escolhida a dedo para sul-coreana, que buscava uma companhia com conhecimento, capacidade e experiência em impressão. “O diferencial que identificamos é a parte de serviços, algo fundamental para fortalecimento da marca e expansão global.” 
A internacionalização do modelo de negócios da Simpress é, inclusive, algo almejado pela Samsung, garante Song. No momento, as companhias realizam uma série de provas de conceito e testes em grandes empresas do mercado para levar a oferta conjunta.
Futuro
O vice-presidente sênior de vendas e marketing para Soluções de Impressão da Samsung afirma que a união das empresas possibilita que a sul-coreana esteja pronta para o futuro da impressão. “Temos uma visão de mudar o jogo desse segmento, ao agregar cloud e mobilidade nas soluções.”
Para ele, a impressão móvel é a próxima grande onda do segmento. “Eu, por exemplo, posso imprimir um arquivo no escritório com apenas um clique no meu smartphone antes de sair de casa”, assinalou.
Além disso, em sua opinião, a impressão de arquivos será cada vez menor, dando espaço para a digitalização e o aprimoramento do fluxo de trabalho contando com recursos como escaneamento.
A comercialização de soluções para impressão 3D, por enquanto, não está nos planos da fabricante. Song diz que a Samsung tem patentes na área, mas no momento não busca acelerar a venda por acreditar que o mercado ainda precisa amadurecer.
O executivo não abre números locais nem mesmo globais sobre a representatividade dos negócios de impressão para a Samsung, mas, segundo ele, o crescimento quantitativo é menor, enquanto o qualitativo supera dois dígitos. 
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