Gerenciamento das redes de comunicação: fundamental para a segurança das companhias

Em artigo, Felipe Farias Zanoello fala sobre os aspectos técnicos da administração

No mercado de Tecnologia da Informação, a criação da área de gerência de redes foi inicialmente impulsionada pela necessidade de monitoramento e controle dos dispositivos que compõem as redes de comunicação das companhias – equipamentos para tráfego de dados, servidores, no-breaks etc -, para, consequentemente, detectar falhas, alertar os gestores e permitir medidas preventivas ou corretivas.

Atualmente, as redes de computadores e seus recursos associados são fundamentais no ambiente corporativo, pelo fato de possuírem ferramentas que proporcionam o gerenciamento. Isto significa que o nível de falhas de desempenho considerado ?aceitável? está diminuindo cada vez mais, com tendência a ser zerado, ou seja, sem indisponibilidade da rede corporativa.

Estatisticamente, enquanto 30% dos custos de uma rede estão diretamente associados à aquisição de hardware, os 70% restantes dizem respeito à manutenção e ao suporte da mesma. Por este motivo, o gerenciamento da rede torna-se uma atividade que contribui decisivamente para o funcionamento contínuo dos sistemas, garantindo que a qualidade dos serviços oferecidos mantenha-se, pelo maior tempo possível, dentro dos Acordos de Níveis de Serviço (SLAs).

Os principais benefícios oferecidos pelos sistemas de gerenciamento são: interoperabilidade das redes, alertas sobre possíveis problemas, captura automática de dados essenciais para eficiência corporativa, gráficos de ?eventos? da rede e gráficos comparativos entre capacidade da rede x consumo médio e pico.

Para proporcionar tais benefícios, existem cinco áreas de gerenciamento, conforme determinação do Setor de Normatização das Telecomunicações (ITU-T): configuração, responsável pela interconexão da rede e dos dispositivos gerenciados; falhas, área com objetivo de garantir o funcionamento contínuo da rede, dos dispositivos e de seus serviços; desempenho, que garante a eficiência da rede e dos dispositivos; segurança, que garante o sigilo das informações que trafegam na rede corporativa; contabilidade, que determina o custo de utilização da rede, dos dispositivos e seus recursos; e SLA, parte do contrato que define o tempo de entrega ou excelência de um serviço.

Para manter o grau de excelência dos itens acima é de vital importância que as empresas tenham planos de investimentos contínuos em gerenciamento, com foco nos aplicativos de monitoramento, considerados essenciais para garantir um ambiente seguro, estável e confiável.

Os aplicativos de monitoramento fornecem recursos para análise de tráfego, monitoramento de links, verificação de serviços, servidor de Internet e banco de dados, por exemplo, e até de equipamentos que suportam o Protocolo Simples de Gerência de Rede (SNMP).

A principal funcionalidade proporcionada por esses aplicativos é o fornecimento de informações estratégicas, tanto para a atuação proativa das equipes de suporte como para a governança de TI.

Um ambiente que possui um monitoramento confiável, mesmo que seja somente da infraestrutura de TI ou estendido até o nível da aplicação, agregará valor ao administrador de sistemas, que poderá gerir seu ambiente sem imprevistos, sabendo previamente como controlar seus SLAs.

* Felipe Farias Zanoello é coordenador da área de Automação da Logica, provedora global de serviços de TI

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