Porto Seguro mostra que é possível investir em startups dentro de casa

Porto Seguro mostra que é possível investir em startups dentro de casa

Italo Flammia, CIO da Porto Seguro, conta sua jornada para a criação da Oxigênio, aceleradora do Grupo

Inovar é algo que requer trabalho contínuo e muito engajamento para que dê certo. Na Porto Seguro, isso não é diferente. Mas a companhia decidiu não só investir no fomentar novas ideias dentro de casa, mas também fez isso de maneira que pode ser considerada fora da curva: criou uma aceleradora corporativa de startups, que recebeu o nome de Oxigênio.
Tudo começou em maio do ano passado, quando o CIO da empresa, Italo Flammia, precisava apresentar o planejamento estratégico da TI para o ano. “Já tínhamos estudado um pouco sobre o assunto e senti que tinha espaço. Criamos, então, uma proposta mais sólida e levamos para aprovação, que foi massiva, afinal o assunto é encantador”, comentou o executivo durante o Intercâmbio de Ideias, apresentado na manhã desta quinta-feira (21/4), no IT Forum 2016. O campo a ser explorado, continua, era imenso, especialmente porque não há referências de startups internas no Brasil. Em setembro, a empresa estava lançada.
Isso mesmo que você leu: internas. O que chama atenção na Oxigênio é que a empresa estimula seus funcionários a investirem em projetos de empreendedorismo. Em um primeiro momento, a Porto Seguro convida seus colaboradores a participarem da iniciativa, inscrevendo um case. De lá, eles escolhem se querem continuar a jornada. 
“Convidamos os funcionários de diversas áreas e perguntamos se eles querem abrir uma startup, que iremos ajudá-los”, conta Flammia, complementando que, depois de três meses, o colaborador decide se quer continuar empreendedor ou se volta pra área de origem, para a antiga posição. “É um movimento com risco zero”, pontua.
A proposta do programa de aceleração é promover mentoria e ajudar interessados durante três meses, quando a ideia fervilha na aceleradora, em um espaço reservado de 1,2 mil metro quadrados. Posteriormente, quando o projeto está mais maduro, novos empreendedores são convidados a passar mais três meses no Vale do Silício – fruto da parceria com a Plug and Play – uma das maiores aceleradoras do Vale do Silício. A companhia também conta com a parceria de grandes nomes do mundo tecnológico como Amazon, Google, IBM e Microsoft.
Um dos principais pontos do sucesso – e que ele ressaltou como importante aprendizado – foi o fato de o CEO da empresa ter comprado a ideia. “Se ele não aceita, nada acontece”, comenta.
Até o momento, Flammia afirma que já formaram cinco startups, e 12 projetos – ou seja, mais de um projeto por companhia do Grupo. Entre as ideias que já foram lançadas estão Tackage, de monitoramento inteligente de malas; Bynd, tipo de “uber” que promove caronas corporativas; PDVend, plataforma de ponto de venda que permite ao varejista controle de negócios via dispositivos móveis; Planejei, que fornece planejamento financeiro aos usuários e os ajuda a conseguir objetivos por meio de gamification e inteligência artificial; e Telep, para ajudar empresas a economizar com contas telefônicas. De acordo com Flammia, a cada novo ciclo, outras cinco novatas são escolhidas para desenvolverem suas ideias. 
Dentre outros aprendizados tirados da experiência, Flammia também cita a missão da TI nesse cenário. Na visão do CIO, nunca antes a área de tecnologia teve tantas oportunidades para serem exploradas, exatamente por conta da maturidade que essas ferramentas possuem hoje e dos próprios profissionais que as utilizam. “Temos esse papel, a missão de ser protagonista na transformação de negócios da empresa, e não podemos delegar para ninguém essa tarefa”, encerra.
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