Indústria 4.26: novas versões e oportunidades para fica em linha com a revolução

Adaptar-se ao processo de digitalização dos negócios é a essência da Indústria 4.0, escreve executivo da HPE

Pode não parecer, mas lá se vão quatro anos desde que o termo Indústria 4.0 surgiu pela primeira vez.

Nesses quatro anos, milhões de novas aplicações foram criadas, várias novas tecnologias em todos os níveis também foram desenvolvidas e muitas empresas começam a questionar se elas já perderam o momento de aderir e investir para continuar surfando esta onda e se manterem competitivas.

Na verdade, poucas empresas realmente entenderam que não é somente investimento em tecnologia, e sim criar uma estratégia para a aplicação correta e investir de forma racional e contínua, alinhada com os objetivos de negócio da independentemente de seu porte.

É possível aderir a esse movimento a qualquer momento – particularmente não vejo como ficar competitivo fora dele. Mesmo em empresas que não são do segmento manufatureiro podem e devem aderir, já que toda a cadeia econômica tem sido afetada. Consumidores mais exigentes e seletivos, redes de distribuição mais rápidas e eficientes, métodos de produção personalizados, maior atenção aos aspectos ecológicos e de sustentabilidade entre outros afetam a macro e micro economia; novas regulamentações afetam os agentes públicos e privados que vão influenciar até a forma como governos vão criar suas políticas protecionistas ou de globalização comercial.

As pequenas e médias empresas (PMEs) começam a ter uma presença e influência importante por se tornarem mais rápidas e flexíveis aos processos de transformação. Assim como na época dos dinossauros, não foram os maiores ou menores, ou os mais rápidos ou mais lentos e sim os mais adaptáveis que sobrevieram e continuaram a evoluir para prosperar.

Adaptar-se ao processo de digitalização dos negócios é a essência da Indústria 4.0, e que aqui estou chamando, sem nenhuma associação lógica, de 4.26 para chamar a atenção de que o tempo passa rápido, as tecnologias evoluem mais rápido ainda e não há tempo a perder.

Várias empresas também entraram nesse processo de digitalização, não para consumir tecnologia e tirar benefícios, e sim para produzir tecnologia e cooperar com essa revolução que tem por base a transformação digital. Robôs, drones e uma novos equipamentos automatizados e integrados constituem a base do ambiente, porém a matéria prima fundamental continua sendo a mesma: Informação. Dominá-la corretamente é a chave do sucesso.

Ferramentas de integração de informações que levam dados mais básicos para os sistemas de gestão e decisão (o que chamo de integração vertical e também para toda a cadeia de valor como clientes e fornecedores, ou integração horizontal) também tem evoluído significativamente facilitando a decisão de como surfar esta onda e dela tirar benefícios.

Se ainda não entrou ou entrou de forma ainda não tão organizada, pense nos seguintes passos:
• Analisar estrategicamente seus planos e direções de negócios para sustentar o plano de digitalização
• Definir a arquitetura de negócios e quais requerimentos devem ser considerados e alterados (criar, excluir, aumentar e diminuir)
• Com base na arquitetura de negócios, olhar e mapear suas tecnologias de operação e informação com base na arquitetura futura de negócios
• Alinhar estratégia de negócios e estratégia de tecnologia. Aqui começa a revolução!
• Desenhar seu processo de transformação digital
• Desenvolver a estratégia e a jornada de modernização e transformação
• Iniciar o processo de implementação da jornada
• Não esquecer da governança e segurança
• Monitorar e gerenciar as atualizações tecnológicas e o retorno dos investimentos, corrija rotas e mantenha se plano sempre ativo.

Considerar tecnologias:
• Integração de informações. Aproxime-se de seus clientes e fornecedores
• Plataformas de Internet das Coisas e/ou Pessoas dependendo do seu negócio
• Ferramentas de colaboração. Informação é valor agregado do seu produto, sempre
• Plataformas analíticas, sem deixar de considerar todas as tecnologias já em operação
• Segurança, segurança e segurança. Ataques, perda de dados, vazamentos de informações por funcionários e outros tipos de incidentes são cada vez mais frequentes. Atente não somente para as proteções aos ataques cibernéticos como também aos processos e políticas de segurança. Informação é moeda forte e valiosa
• Mobilidade. Segundo o IBGE, Mais da metade dos 67 milhões de domicílios brasileiros passaram a ter acesso à internet em 2014 (54,9%), cerca de 136, 6 milhões de pessoas de 10 anos ou mais tinham celular no mesmo ano no país. Conheça seus “Clientes-Usuários”!
• Não tente fazer sozinho. O caminho pode ser moroso, caro e atingir somente resultados mais simples e de menor impacto. Considere apoio de empresas que conhecem e tem experiências de sucesso no Brasil e no exterior. Elas darão o caminho das pedras

*Reinaldo Lorenzato é diretor de soluções da HPE Enterprise Services para as áreas de Manufatura e Agronegócio

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