10 tendências tecnológicas que impactam na infraestrutura e operações

10 tendências tecnológicas que impactam na infraestrutura e operações

Líderes de TI devem ficar atentos às novidades para preparar seus ambientes

À medida que organizações se empenham em alinhar TI e tecnologia operacional para orientar inovações nos negócios digitais, líderes de infraestrutura e operações (I&O) devem se concentrar nas principais tendências de tecnologia para suportar essas iniciativas. Para ajuda-los nessa tarefa, o Gartner listou dez dessas novidades para ficar de olho em 2017, que impactam nas áreas, tática e organizacional. Confira abaixo:

1. Desaparecimento de data center
O Gartner prevê que, até 2020, mais serviços de computação terão sido vendidos por provedores em nuvem de infraestrutura como serviço (IaaS, na sigla em inglês) e plataforma como serviço (PaaS, na sigla em inglês) do que para implementação em um data center corporativo. A maioria das empresas, com exceção das menores, continuará a ter data center in loco ou hospedado.

Entretanto, com a maioria dos serviços de computação movendo-se para provedores IaaS, empresas e vendedores precisam se concentrar em gerenciar e alavancar a combinação híbrida de arquiteturas em nuvem, fora da nuvem, in loco e hospedada.

2. Fornecedores interconectados
Os fornecedores interconectados de data center estão preparados para cumprir a promessa de entregar esses centros como software definido, dinâmico e distribuído. A capacidade de monitorar, gerenciar e distribuir cargas de trabalho com agilidade ou fornecer rapidamente serviços LAN e WAN por meio de uma API (Application Programming Interface) abre uma ampla gama de possibilidades.

3. Contêineres, microsserviços e fluxos de aplicações
Contêineres, como docker, e microsserviços são a nova plataforma de aplicação para o desenvolvimento de nuvem. Os contêineres proporcionam uma forma conveniente de implementar o isolamento por processos, o que os torna ideais para o desenvolvimento de microsserviços em que as aplicações são construídas como um conjunto de pequenos serviços que funcionam como processos separados e se comunicam por meio de mecanismos leves. Os microsserviços podem ser implantados e gerenciados independentemente e, uma vez dentro dos contêineres, possuem pouca interação direta com o Sistema Operacional subjacente.

4. TI conduzida por negócios
Pesquisas recentes do Gartner mostram que até 29% dos gastos com TI provêm de unidades de negócios em vez da TI tradicional, e esse número aumentará nos próximos anos. Essa TI conduzida por negócios foi, com frequência, um modo de contornar os processos tradicionais e lentos de TI. Porém, no mundo de hoje, esse modelo é mais comumente desenvolvido para proporcionar tecnicamente às pessoas com maior experiência em negócios um meio de implementar rapidamente novas ideias enquanto se adaptam ou entram em novos mercados da forma mais fácil possível.

Atualmente, os líderes perspicazes de TI reconhecem que a TI conduzida por negócios tem um valor real para a empresa e que o seu papel deve ser a construção de relacionamentos com os principais públicos de interesse da companhia, mantendo assim a TI central ciente de novos projetos e dos potenciais impactos que eles terão nas operações gerais em longo prazo.

5. Data center como serviço
Os líderes de TI precisam criar um modelo de data center como serviço (DCaaS, na sigla em inglês) no qual a função da TI e do data center seja proporcionar o serviço e a velocidade corretos, com provedor e preço certos. A TI se torna um agente de serviços.

Esses líderes podem permitir o uso de serviços em nuvem nos negócios, porém com foco na escolha do serviço certo, no momento certo, do provedor certo e de tal forma que o serviço de TI subjacente e o suporte não sejam comprometidos.

6. Capacidade estagnada
A capacidade estagnada (itens que são pagos, mas não usados de fato) pode ser encontrada tanto em um data center in loco quanto em nuvem. Os líderes de TI devem aprender a se concentrar não apenas no tempo de funcionamento e disponibilidade, mas também na capacidade, utilização e densidade. A solução desse problema pode aumentar a vida de um Data Center existente e reduzir gastos operacionais de provedores.

7. IoT
A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) mudará a forma como os futuros data centers são criados e gerenciados e como eles se desenvolvem como volumes massivos de fluxo de informações de dispositivos, constantemente ou periodicamente, para empresas, departamentos do governo e agências ao redor do mundo. O departamento de I&O deve usar uma arquitetura de IoT que busque estratégias em longo prazo para IoT e data centers.

8. Gerenciamento de dispositivos remotos
Uma tendência crescente para muitas organizações com fábricas ou escritórios remotos é a necessidade de gerenciar ativos afastados de forma centralizada. Isso ganha mais importância conforme empresas se concentram em suporte de micro data center para fábricas regionais ou remotas e no papel emergente de ambientes de computação de ponta para requerimentos de computação geográfica como a IoT.

A adoção rápida de soluções IoT pelas unidades de negócios introduziu um novo tipo de ativo: os sensores conectados. O sensor pode precisar de atualizações de firmware ou da substituição periódica de bateria, o que exigiria um novo nível de detalhe e controle dentro do sistema de rastreamento e gerenciamento de ativos.

9. Ambientes de computação micro e de ponta
A microcomputação e a computação de ponta executam aplicações em tempo real que exigem resposta de alta velocidade nos servidores mais próximos. O atraso na comunicação é reduzido para alguns milissegundos – em vez de várias centenas de milissegundos. Esses ambientes descarregam alguns dos processamentos computacionais intensivos dos aparelhos dos usuários em servidores de ponta e torna o processamento das aplicações menos dependente da capacidade do dispositivo.

10. Novas funções em TI
Conforme a TI evolui para adotar essas tendências, algumas novas posições serão necessárias dentro das classificações de infraestrutura e operações. Em primeiro lugar está o agente de TI em nuvem, responsável por monitorar e gerenciar os vários provedores de serviços.

O próximo é o arquiteto de IoT, encarregado de compreender o impacto potencial dos vários sistemas de IoT em data center. Ele também trabalhará com unidades de negócios para assegurar que as soluções de IoT de ciclo fechado sejam compatíveis com a arquitetura central ou que os protocolos mais comuns e estruturas de dados sejam usados.

Também haverá a necessidade de um especialista, que pode evoluir para uma equipe, responsável por garantir a integração de novas iniciativas como nuvem, IoT e computação de ponta.

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