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4 tendências para ficar de olho

Déborah Oliveira

05/01/2015 às 10h15

4 tendências para ficar de olho
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Internet das Coisas e wearables nunca foram tão falados no mercado como em 2014 e ao que tudo indica 2015 também será o ano dessas tecnologias. Drones, impressão 3D e a digitalização massiva chegam agora para reforçar a lista. 

Para Shawn Dubravac, Ph.D. e economista chefe da Consumer Electronics Association (CEA), associação responsável pela International CES, uma das maiores feiras de tecnologia de consumo do mundo realizada anualmente em Las Vegas (EUA), quatro tendências ficarão sob os olhares atentos do mercado: digitalização do espaço físico; permeação do lógico; “internet of me” e fragmentação da inovação. Confira abaixo a visão de Dubravac para cada uma dessas novidades.

1. Digitalização do espaço físico
Sensores estão tomando conta dos lugares para abrir portas ou acender luzes, por exemplo. A digitalização do espaço é uma realidade e daqui para frente sensores serão incluídos, por exemplo em pranchas de surfe e pulseiras para pais de bebês monitorarem temperatura corporal, identificar quando o bebê dorme, acorda e chora. 

“Essas informações serão enviadas para um smartphone por meio do Bluetooth. Essa evolução mostra que primeiro digitalizamos o smartphone para depois enviarmos informações de sensores para ele”, explica. 

De acordo com Dubravac, agora a questão não é o digitalizar, mas como digitalizar. Essa movimentação vai gerar uma quantidade enorme de dados. “Mas informação não é mais suficiente, é preciso ter influência”, destaca.

“É por isso que a partir de agora veremos a era da microcustomização, que deverá completar o ciclo do analógico para o digital”, relata. Nesse contexto, a impressão 3D ganhará força no mercado. Somente na CES de 2015, diz Dubravac, o número de empresas abordando o tema cresceu 150%.

Os drones também ganharão posição de destaque na cadeia. Somente em 2015, a receita global com esses dispositivos deverá atingir US$ 130 milhões. Os smartwatches estão em fase de experimentação e sua adoção será massiva nos próximos anos. Prova disso é que na CES deste ano o número de companhias apresentando seus relógios inteligentes cresceu quatro vezes. 


2. Permeação da lógica
A forma de comunicação entre pessoas e máquinas mudou nos últimos anos. “Antes, usávamos a linguagem que o computador entendia. Agora, é mais natural e voz tornou-se mais comum”, observa. 

O próximo passo, relata, é a aproximação intuitiva. Surge nesse contexto, então, a customização preditiva. Uma busca na internet não será apenas uma busca, com páginas e páginas de resultado sobre o tema. “Conforme os sistemas têm acesso ao digital, eles vão refinar as recomendações transformando-as em preditivas. Sensores vão mostrar quantas pessoas estão em casa e isso vai ajudar a conhecer melhor o indivíduo”, acredita.

3. “Internet of me”
O executivo lembra que, hoje, o mundo conta com 1,7 bilhão de computadores, promovendo uma experiência diferenciada e compartilhada. Antes, todos tinham a mesma experiência de acesso à web. Somente existia um browser, mas muita coisa mudou e o cenário transformador foi acelerado pela mobilidade.

Segundo ele, lançar mão da geolocalização para aprimorar a experiência do usuário vai mudar a forma de uso da internet, saindo da fase de simples distribuição e disseminação da informação. Os wearables chegam para fortalecer o cenário. “O que veremos em 2015 é uma experiência muito pessoal, provendo recomendações preditivas com base em dados de forma individualizada”, explica. Hologramas, eye tracking e realidade aumentada vão mudar as interações e dar fôlego para a tendência da “Internet of me”.

4. Inovação fragmentada
Daqui para frente, veremos uma diversidade de inovações no mercado de consumo. Antes, a digitalização estava focada em tablets, computadores e TV. “Agora, veremos uma fragmentação dessa ideia, focada em objetivos”. As coisas serão cada vez mais digitalizadas, o que certamente abrirá espaço para a Internet das Coisas. 

Dubravac acredita que essas tendências vão gerar quatro perguntas em 2015: o que digitalizar? Como prover conectividade? Como incluir e entregar sensores em objetos? E, por fim, qual serão os próximos casos de uso? É esperar para ver como essas questões serão solucionadas pela indústria. 

A jornalista viajou para Las Vegas (EUA) a convite da CEA, responsável pela International 
CES 

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