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5 passos decisivos no planejamento de transição da rede 2G

A data para desligamento do 2G já é um tema que foi assimilado pelo mercado como sendo uma questão de “quando” e não “se” irá acontecer.

*Sérgio Souza

23/08/2019 às 20h35

Foto: Shutterstock

Alguns temas que já vêm sendo debatidos na mídia há muito tempo, como definições da rede 5G, redes de longo alcance e baixo consumo de bateria, redes próprias, desligamento do 2G, entre outros. Cenário que faz com que os empresários que atuam com dispositivos conectados precisem estar cada vez mais ligados nos próximos passos do mercado. Por isso, é extremamente importante entender o que acontecerá com a tecnologia que é insumo da prestação de serviços ligado às áreas de rastreamento veicular, gestão de frotas, controle de ativos, segurança patrimonial e outros mercados adjacentes.

Há muitos benefícios no planejamento da migração de rede, temas decisivos que precisam ser avaliados pelos empresários. No Brasil, a data para desligamento do 2G já é um tema que foi assimilado pelo mercado como sendo uma questão de “quando” e não “se” irá acontecer. Com isso em mente, vejamos como suavizar alguns dos principais impactos que esta transição pode causar nas empresas que dependem desta tecnologia legada e avaliar os benefícios da transição:

1 - Planejamento de investimentos e modelos de negócio

Muitas empresas que dependem de tecnologia celular como 2G e 3G para transmissão de dados tem característica de atuação de capital intensivo, ou seja, precisam de alto investimento para compra de novos dispositivos para que possam vender mais, alcançando novos clientes. Sem um planejamento estruturado de médio e longo prazo, o custo destes dispositivos é um fator que impacta diretamente na capacidade financeira da empresa e muitas vezes se opta pelos produtos mais baratos, que em muitos dos casos se limitam à tecnologia 2G.

Olhando para o cenário de migração e transição, precisa-se considerar a avaliação de dispositivos mais robustos, que contém com a tecnologia certa, que seja a prova de futuro. Ao invés de ter que investir em dois dispositivos para acompanhar a transição, deve-se buscar equipamentos que tenham maior variedade de redes, desta forma a empresa poderá se beneficiar de um investimento único ao longo dos próximos anos.

Há empresários que preferem um modelo de negócio baseado na locação ou comodato de aparelhos, reduzindo a necessidade de capital, porém isso aumenta o custo no longo prazo. Tanto neste caso, como no anterior, há alguns pontos relevantes que precisam ser estudados: custo de instalação, troca e manutenção dos aparelhos em campo.

2 - Planejamento de troca e manutenção de dispositivos

Um dos pontos de maior impacto aos empresários durante a transição de tecnologia é a necessidade da troca física dos dispositivos. Quando os equipamentos estão instalados em residências ou veículos que estão distantes das equipes de campo e manutenção, os custos envolvidos no deslocamento de profissionais qualificados até o local para troca do equipamento é um fator limitante. No caso de gestores de frota e monitoramento de carga, por exemplo, podem ter seus veículos espalhados por diversos estados, longe da área de atuação da equipe de manutenção. Por este motivo é importante se planejar e ter uma agenda de manutenção preventiva, aproveitando para incluir a manutenção dos equipamentos de rastreamento, que também podem capturar dados automotivos e do condutor. Caso seja possível, com planejamento adequado, os empresários poderão incluir a troca dos dispositivos e não ficar dependendo do funcionamento parcial da rede para prestar o serviço. Os dispositivos com variedade de tecnologia são cruciais neste planejamento pois evitam que o parque cresça ainda mais numa tecnologia em obsolescência, contribuindo para um maior volume de trocas no futuro.

3 -Transição sem perda de performance

Equipamentos com tecnologia de conectividade em redundância, chamada “fallback”, contam com antenas que aceitam conexão em duas ou mais redes, sejam elas 2G, 3G, 4G, CAT-M1 ou LoRa. Opções como estas estão começando a aparecer no mercado, inclusive a mais recente delas, acaba de ser lançada no Brasil. O rastreador em questão possui tecnologia 2G e 4G CAT-M1. Com estas duas tecnologias embarcadas, o empresário poderá ficar tranquilo, pois sua empresa estará blindada para o futuro das redes de telecomunicações. Neste momento, o rastreador poderá se conectar em qualquer uma destas redes, porém quando a transição e o desligamento da rede mais antiga acontecer, o equipamento continua funcionando normalmente, em uma rede muito mais preparada para receber os dados dos dispositivos, com capacidades técnicas que permitem uma evolução do modelo de negócio.

4 - Mais valor agregado à prestação de serviço

As novas redes direcionadas à Internet das Coisas (IoT), possuem vantagens técnicas sobre as tecnologias anteriores, pois foram concebidas especificamente para comunicação entre máquinas. Entre os diversos benefícios que tecnologias como o CAT-M1 traz ao mercado, é possível destacar a crescente disponibilidade de sinal, velocidade de transmissão de dados mais rápida, além de otimização de uso de bateria, no caso de dispositivos que podem ser instalados em locais sem fonte de energia constante. Com tecnologia mais robusta, menor tempo de comunicação entre o equipamento e a plataforma de gestão, e mais velocidade, os empresários tem muito mais possibilidades de agregar valor aos seus serviços, oferecendo mais informações provenientes dos sensores e dispositivos conectados à rede.

5 - Melhor Cobertura e Experiência do Usuário

Com a transição, a disponibilidade da parte do sinal do 2G poderá ser incorporada na rede 4G, aumentando sua capacidade de atender melhor todos os usuários, incluindo aqueles que utilizam as tecnologias de comunicação entre máquinas, chamada M2M, que contarão com a rede 4G nas versões CAT-M1 ou NB-IoT que estão sendo lançadas no Brasil ainda este ano por diversas operadoras.

Já é visível no mercado algumas empresas que começam a notar que seus dispositivos em determinadas regiões perdem sinal com bastante frequência. Em parceria com empresas especializadas em gestão de dados M2M, algumas já iniciaram o processo de planejamento de migração de dispositivos, tecnologia e rede, fazendo análise de mapas de cobertura e informações de telemetria de rede, buscando reestabelecer a qualidade da operação o mais breve possível. É importantíssimo neste momento de transição que os fornecedores de serviços baseados em transmissão de dados de dispositivos trabalharem em conjunto com empresas preparadas para planejar adequadamente os próximos passos da estratégia de transição de rede, garantindo excelência e eficiência ao mercado.

*Por Sérgio Souza, general Manager e vice-presidente sênior da KORE Brasil, empresa global de conectividade de conectividade e IoT

**Sobre a KORE: a KORE Wireless Group (“KORE”) é uma empresa consultora pioneira, líder e confiável que oferece desempenho de negócios transformador, capacitando organizações de todos os tamanhos a melhorar os resultados operacionais e de negócios, simplificando a complexidade da IoT. Com profundo conhecimento e experiência em IoT, alcance global, fornecendo soluções específicas e agilidade de implantação, acelerando e afetando de maneira relevante os resultados de negócios dos clientes.

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