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5 tendências para o futuro do trabalho

Maioria das empresas tem horários engessados e modelos inflexíveis. Como será daqui para frente? Marcos Piangers conta

Déborah Oliveira

08/11/2019 às 17h58

Foto: Resultados Digitais

Você consegue imaginar como será o trabalho no futuro? Segundo Marcos Piangers, especialista em novas tecnologias, criatividade e inovação, não se trata mais do amanhã, mas do presente. “Hoje, todo mundo vai para um lugar, em um determinado período, fica horas lá, inclusive fazendo horas extra, em um local fechado e com luz fria. Chamamos isso de trabalho”, provocou em apresentação durante o RD Summit, que se encerra hoje (8/11) em Florianópolis.

Ele lembrou que trabalhamos primeiro por dinheiro, mas também pela busca pelo culto à produtividade. O cenário atual, na maioria das empresas, inclui horários engessados e inflexíveis, fazendo com que 98% dos talentos estejam cansados, de acordo com estudos, e 75% consideram o chefe estressante. Resultado? Até 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a depressão será a maior causa de afastamento do trabalho.

Empresas que entenderam os sinais dos tempos já estão mudando seus modelos. A Microsoft no Japão, por exemplo, implementou jornada de trabalho de quatro dias e aumentou sua produtividade em 40%. Essa é uma prova clara de quanto menos se trabalha, mais se produz.

O especialista recomendou cinco passos para empresas virarem o jogo, se tornarem atraentes para os talentos e ficarem em linha com o futuro do trabalho. Afinal, revelou, funcionários felizes são mais lucrativos e geram 567% a mais de faturamento para a companhia. Confira abaixo as dicas de Piangers.

1. Flexibilidade

Isso inclui horários, hierarquias, conhecimentos e benefícios. Essa mudança, alertou, envolve desenvolver a autogestão, o conhecimento tecnológico e a capacidade de comunicação.

2. Salto lateral

Sobre essa recomendação, Piangers destacou o uso do conhecimento para se reinventar profissionalmente e migrar para outras áreas. Isso inclui, disse, encontrar uma área em que você seja bom e depois navegar em saltos laterais. Para isso, é preciso ser um profissional multitarefa, menos especializado e com mais iniciativa.

3. O algoritmo é seu chefe

O motorista do Uber e o YouTuber acham que não têm chefe, mas eles têm, sim: o algoritmo que manda nos dias de hoje. Nesse sentido, é preciso formar times híbridos nas empresas, investir em capacitação e atuar com ética e regulação, além de cuidar da sua saúde mental.

4. Desacelerar, mas nunca parar

Ann Handley, especialista em marketing digital e a primeira chief content officer (CCO) do mundo, falou no segundo dia do RD Summit para desacelerar. E a palavra apareceu mais uma vez, agora na apresentação de Piangers. Ele lembrou que a aposentadoria não mais um sonho. As pessoas vão continuar produzindo, aprendendo e encontrando novos significados. Por isso, capacidades humanas nunca estarão tão em alta.

5. Toque humano

O toque humano deu o tom ao RD Summit em vários momentos. Piangers reforçou a necessidade de desenvolver habilidades humanas e não-tecnológicas. Competências como comunicação, empatia, trabalho em equipe e entendimento do cliente serão cada vez mais valorizadas. “Vamos ter mais ferramentas, mas os problemas seguem.

Destaca-se quem responde ao cliente. Sentimos falta do humano em um mundo de tecnologias”, finalizou ele.

*A jornalista viajou a Florianópolis a convite da Resultados Digitais

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