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6 tendências para o mercado de armazenamento em nuvem em 2015

09/01/2015 às 15h47

6 tendências para o mercado de armazenamento em nuvem em 2015
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As mudanças na área de TI ocorrem em um ritmo cada vez mais
acelerado. Como observa Jay Kidd, CTO e vice-presidente sênior da NetApp,
empresa especializada em equipamentos de storage e backup, são diversos
segmento da área de TI em transição – dispositivos focados nos usuários finais,
redes, desenvolvimento de aplicativos, software de virtualização de servidores,
desenvolvimento de servidores físicos, sistemas de armazenamento e até mesmo
mídia de armazenamento.

Algumas dessas transições estão mais avançadas e ganharão
amplitude este ano, enquanto outras estão apenas o início. “De qualquer
maneira, apertem os cintos. O setor de TI proporcionará uma viagem
entusiasmante este ano”, afirmar Jay Kidd, CTO e vice-presidente sênior da companhia.
Internet das Coisas (IoT) e nuvens híbridas fazem parte da lista com as
principais tendências que o CTO acredita que impactarão o mercado de
armazenamento em nuvem em 2015.

Analisadas sob uma perspectiva local, algumas delas estão se
estabelecendo no Brasil para alcançarem uma abordagem mais concreta e adoção no
próximo ano, enxerga Ariovaldo Almeida, líder de engenheiros de sistemas da
NetApp do Brasil. São elas:
IoT, big data, nuvens híbridas e integração entre
nuvens privadas e públicas. No entanto, ele lembra que tecnologias como dockers
e infraestrutura hiperconvergente são novidades – mesmo assim, estarão
presentes no mercado mesmo para debate.  

Confira a seguir as tendências apontadas para o setor:

1.  Dois expoentes míticos da inovação – a
Internet das Coisas e o Big Data Analytics – produzirão resultados palpáveis

Tecnologias como telemetria integrada a equipamentos
industriais, dispositivos para monitoramento de saúde, sistemas de pagamento
móvel, somadas à inclusão de sensores capazes de medir quaisquer tipos de dados,
possibilitarão chegar a resultados decisivos para o negócio. Agora, as empresas
serão capazes de capazes de correlacionar esses dados para melhorar processos e
transformar a experiência dos usuários. Daqui para a frente, companhias vão
mudar a forma de fazer negócio e terão como desafio a gestão da aquisição de
dados de tudo que está conectado, com apoio de ferramentas analíticas em tempo
real.

3. O futuro dos arrays
totalmente compostos por Flash não será baseado somente em Flash

A tecnologia Flash é importante para o futuro do armazenamento
de dados das grandes empresas, contudo, pensar em um data center composto
apenas por Flash pode ser um absurdo, pois ao menos 80% dos dados continuarão a
residir em discos. Além disso, existe a questão do custo envolvido, já que a
estimativa é que os SSDs mais acessíveis provavelmente serão 10 vezes mais
caros do que os discos SATA mais baratos até 2020. Compressão e desduplicação
são igualmente aplicáveis tanto em disco como em flash. Toda arquitetura de
armazenamento irá incorporar flash para disponibilizar os dados “quentes”. No
entanto, aqueles que optarem por incluir apenas flash, e não tiverem integração
com outros arrays híbridos de flash/disco, serão como “o carro tunado na garagem
da TI”: divertidos, mas não serão o pilar de armazenamento de dados confiável e
econômico que a TI necessita.

3. A Nuvem híbrida apoiada
por múltiplos fornecedores é a única nuvem híbrida que importará

Assim como muitas companhias foram relutantes em apostar em
um único fornecedor para construir seu ecossistema de TI, elas também vão
preferir trabalhar com múltiplos provedores de nuvem. Para evitar a dependência
em apenas um fornecedor, muitos clientes vão buscar a cloud híbrida. E nesse
contexto, os fornecedores de SaaS que não oferecem opção para extração de dados
ficarão para trás. As camadas de PaaS que só rodam em uma única nuvem serão
menos utilizadas. Por outro lado, tecnologias de software que podem ser
implantadas localmente e em distintas nuvens serão priorizadas por clientes que
pensam estrategicamente seu modelo de TI.

4. O armazenamento
definido por software fará a ponte entre nuvens públicas e privadas

O armazenamento definido por software ou SDS (Software
Defined Storage), capaz de ser implantado em diferentes hardwares e suportar recursos
de automação, será ampliado para implantações em nuvem e construirá uma
estrutura abrangente, indo do ambiente local até as nuvens públicas. O SDS será
meio para que aplicações acessem dados de maneira uniforme entre diferentes
nuvens e simplificará os aspectos de gerenciamento de dados ao movimentar
aplicações existentes para a nuvem. O SDS para armazenamento de objetos fará a
ponte entre repositórios de objetos no ambiente local e com a nuvem. As
eficiências operacionais de armazenamento em alguns produtos de SDS, como o
produto Cloud ONTAP, também reduz o custo na movimentação de dados de e para a
nuvem pública, e também no armazenamento de dados ativos na nuvem pública por
longos períodos de tempo.

5. Dockers
substituirão hipervisores como o recipiente de escolha para aplicações
escaláveis

À medida que novas aplicações para SaaS ou projetos
empresariais de grande escala forem sendo escritos utilizando modelos
escaláveis de microsserviços, os recipientes de aplicações dockers (https://www.docker.com/whatisdocker/)
se provaram mais eficientes na alocação de recursos do que VMs com um sistema
operacional completo.  Atualmente, todos
os principais sistemas de orquestração de VMs suportam Dockers e veremos o
surgimento de um ecossistema robusto de gerenciamento de dados e de outros
serviços relacionados em 2015.

6. A infraestrutura
hiperconvergente é o novo servidor de computador

A infraestrutura hiperconvergente ou HCI (Hyper-converged
Infrastructure) está se tornando o novo servidor de computação com
Armazenamento de Conexão Direta ou DAS (Direct-Attached Storage). O data center
de computação tradicional é composto por lâminas ou servidores em rack que têm
CPUs dedicadas, memória, I/O, conexões de rede e executam dezenas de VMs.
Infraestruturas hiperconvergentes, como EVO da VMwarem permitem que o disco DAS
seja compartilhado entre alguns servidores, tornando a unidade de computação
mais resistente, enquanto os dados amplamente partilhados são acessados pela
LAN ou SAN. Este ano, com o aparecimento do armazenamento de estado sólido, a
adoção mais ampla dos protocolos de rede de acesso remoto direto à memória – ou
seja, RDMA (Remote Direct Memory Access) – somada a novas interconexões irá
conduzir a um modelo de computação onde os núcleos de CPU, memória e IOP’s de
armazenamento serão integrados em um fabric de baixa latência, o que fará com que
eles se comportem como um sistema único escalável em rack. 

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