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Empresas brasileiras de energia tornam-se alvo de ciberataques

Déborah Oliveira

22/02/2017 às 12h03

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De acordo com um estudo da consultoria de risco e corretora de seguros americana Marsh, em parceria com a Swiss Re, durante 2016, 80% das companhias de 40 países no mundo, incluindo o Brasil, já sofreram ataques cibernéticos.

As empresas analisadas no estudo são membro do Conselho Mundial de Energia (World Energy Council), entidade sediada em Londres que se dedica a estudos e desenvolvimento de novas tecnologias para geração e distribuição de energia.

O aumento do uso da internet e das tecnologias em rede facilita a gestão eficiente para essas empresas, oferecendo aos gestores diversas oportunidades de melhorar diversos aspectos na operação e manutenção das plantas. Entretanto, na mesma medida que o controle tem ficado mais preciso, abre-se também brechas para ataques cibernéticos aos SDSCs. O erro humano é muitas vezes um fator-chave no sucesso dos ataques cibernéticos, devido à insuficiente conscientização dos riscos cibernéticos entre os funcionários em todos os níveis da organização.

Em 2015, um caso emblemático sobre o potencial da atuação de hackers nessa indústria aconteceu com a Kyivoblenergo, companhia ucraniana de distribuição de energia elétrica. Houve uma invasão nos computadores e sistema Scada da companhia causando uma interrupção de três horas para cerca de 80 mil clientes.

Outro exemplo é o caso da usina nuclear em Ohio nos Estados Unidos, que sofreu em 2003 um ataque por um malware chamado “Slammer”” que desativou o sistema de monitoramento de segurança por cinco horas. Este ataque também afetou outras cinco plantas da companhia.

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