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A estrada para o conhecimento

Como estruturar uma liderança baseada no aprendizado constante para sempre se manter indispensável no mercado.

*Alexandre Velilla Garcia

02/12/2019 às 18h54

Foto: Shutterstock

Quando lidamos com o mundo corporativo, é comum que tenhamos em mente uma série de valores importantes para uma carreira.

Fatores como o poder da liderança, de uma gestão dinâmica e saudável e os benefícios da implementação de uma cultura organizacional bem estruturada, por exemplo, são frequentemente os mais citados na lista de pontos essenciais para um profissional da área.

Embora todas estas qualidades sejam realmente cruciais, muitas vezes, tendemos a esquecer de um dos grandes pilares para a construção de uma trajetória que possa formar um líder capaz de guiar uma organização para um futuro de inovações e expansão mercadológica: a busca constante por conhecimento.

O que te conduz?

Para que qualquer profissional possa verdadeiramente iniciar sua cruzada pelo mundo empresarial e assim, difundir conhecimentos valorosos para seu time, ele precisa, antes de mais nada, efetuar uma autoavaliação de forma criteriosa, honesta e profunda.

Deveria se perguntar: Qual é realmente o meu objetivo com esta iniciativa, projeto ou caminho?

Em outras palavras: no que eu, como gestor, líder e espelho para tantos outros, acredito e por quais razões estou disposto a lutar e a crescer?

O mundo empresarial é árduo, competitivo e está sempre em constante transformação. Com isso, ocasionalmente podemos nos distanciar de nosso foco primário, por conta de tudo que nos é exigido diariamente.

Tal fato é perfeitamente compreensível, mas, ainda assim, não podemos nos esquecer do essencial: negócios são frutos de sonhos, de metas e perspectivas futuras. Neste sentido, no meio de todo este turbilhão, pare e pergunte a si mesmo: quais são as suas verdadeiras metas?

A busca, em si, de novos conhecimentos

Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, que abordou 1200 gestores de diferentes corporações, revelou que uma das 18 competências básicas que faltam no líder atual do mercado brasileiro é justamente a do autoconhecimento.

Isso nos diz muito se analisarmos as próximas virtudes que se mostram em falta, tais como: boa comunicação, desenvolvimento de equipes e, até mesmo, inteligência emocional, afinal, se não possuímos nossa própria base de skills, como podemos seguir com a gestão de pessoas, promovendo a evolução de nossos colaboradores?

Definidos os pontos em que precisamos avançar, é hora de sair em busca de novos saberes. É preciso que estejamos abertos a novos aprendizados e maneiras de enxergar tanto o mundo quanto nosso mercado de atuação, não nos limitando somente aos campos que interagem diretamente com nosso dia a dia profissional ou com nossas crenças previamente formadas a respeito daquilo que conhecemos.

Somente assim podemos, de fato, crescer tanto na esfera pessoal quanto na profissional.

A importância da difusão de conhecimentos

A partir deste ponto, nos deparamos com a necessidade de uma das qualidades mais importantes para um ser humano: a comunicação.

Como líderes, temos em nossas mãos o papel de não somente estipular tarefas, obrigações, datas de entrega e realizar a supervisão de todos estes processos.

É preciso que passemos a investir em programas de aprendizado, capacitação, motivações verdadeiras e uma integração com o colaborador que seja realmente capaz de o inspirar a executar o seu trabalho de forma engajada e comprometida com os valores dele próprio e da organização em que atua.

A responsabilidade que cabe à liderança

Para que haja esta troca de saberes sempre com o viés do desenvolvimento integrado de todos os membros de uma companhia, o papel do líder é fundamental. Cabe a ele implementar esta cultura interna de exploração e aquisição de conhecimentos, e assim, monitorar o seu funcionamento de forma participativa, impulsionando o crescimento profissional de seus colaboradores.

O conhecimento como patrimônio de uma empresa

O aprendizado contínuo não pode ser concebido como um fenômeno extraordinário, como uma busca ocasional por novos saberes apenas quando necessária para a execução de uma determinada tarefa.

A prática de sempre procurar absorver novas informações e utilizá-las em nosso dia a dia corporativo deve ser, antes de mais nada, encorajada como uma das fundações que sustentam todo um negócio.

A busca por conhecimento como instrumento de gestão estratégica

Nesta cultura de compartilhamento de aprendizados, vale também frisar os inúmeros benefícios advindos de uma nova perspectiva sobre os seus colaboradores. Uma gestão capaz de enxergar cada indivíduo por suas competências particulares trabalha diretamente no estímulo e no incentivo a este funcionário.

E isso porquê, cada membro de sua equipe terá a possibilidade de se dedicar de modo especializado ao que melhor condiz com suas atribuições e capacidades profissionais, ao invés de uma gerência que designa tarefas operacionais indistintamente e não incentiva, assim, um possível aumento de produtividade que cada colaborador pode oferecer de acordo com suas habilidades.

Além disso, o treinamento de um time também é sempre válido; cursos de capacitação, workshops, por exemplo, podem agregar consideravelmente ao rendimento tanto individual quanto de toda uma companhia. Neste ponto, a aprendizagem coletiva também faz toda a diferença, permitindo que a equipe tenha as mesmas oportunidades de crescimento e absorção de saberes válidos para a empresa.

As práticas citadas aqui são cruciais quando pensamos na difusão do conhecimento para a construção de uma cultura empresarial capaz de conduzir todos ao sucesso.

Afinal, o que é uma empresa, senão uma ideia colocada em prática por pessoas verdadeiramente motivadas e capacitadas? É nesta motivação e neste processo de constante aprendizado que nós, líderes, precisamos trabalhar, tendo em mente que o conhecimento é a verdadeira porta para a evolução.

*Por Alexandre Velilla Garcia, CEO do Cel.lep Idiomas, o executivo, que atuou como CFO da companhia por 5 anos, tem como meta dobrar o tamanho da escola nos próximos 3 anos.

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