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A realidade virtual pode ir além das experiências imersivas para contar histórias?

Déborah Oliveira

21/12/2016 às 10h36

A realidade virtual pode ir além das experiências imersivas para contar histórias?
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Contar histórias por meio de óculos de realidade virtual (VR, na sigla em inglês) é bastante complexo. Ciente desse desafio, Jason Rubin, líder de conteúdo da Oculus, companhia por trás do Rift, quer mudar isso. Ele, inclusive, chegou à empresa em 2014 para iniciar sua jornada nesse sentido.

E um dos elementos que Rubin quer incluir é experiências sensoriais. Imagine, sugeriu, jogar um bloco e você poder pegá-lo com sua mão virtual? Isso adicionaria novos elementos na narrativa.

Apesar da intenção, o executivo alerta que ainda é muito cedo para pensar em storytelling quando o assunto é realidade virtual. Para ilustrar, ele lembrou de quando as primeiras câmeras de vídeo foram lançadas. Demorou muito tempo para uma obter uma linguagem atual. “A técnica de filmagem sobre os ombros demorou um tempo para ser usada e percebida”, comentou ao The Guardian.

Há uma série de dúvidas a serem solucionadas no ambiente de realidade virtual, como: o participante vai poder dialogar com outro? Ele pode fazer contato visual com outra pessoa? “Essas questões surgem antes que se comece a fazer a história que deve ser dita”, afirmou.

A questão, ainda, não gira em torno de apesar criar um ambiente imersivo, mas também um mundo no qual uma história convincente ocorre.

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