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A velocidade que a transformação digital impõe aos negócios

Nas empresas o que mais se espera da liderança é que se mantenha em busca dos objetivos, mesmo diante de dificuldades e reveses

*Celso Braga

29/01/2020 às 10h37

Transformação digital do RH pode gerar economia de R$ 44 mi em 3 anos
Foto: Shutterstock

A atenção é a habilidade essencial para o aprendizado, fundamental para a liderança atual, já que nos ajuda a resistir às distrações, inibir impulsos prejudiciais em nossas ações, postergar as recompensas na busca por metas e ficar preparados para aprender o necessário para chegar aos objetivos desejados.

Nas empresas o que mais se espera da liderança é que se mantenha em busca dos objetivos, mesmo diante de dificuldades e reveses, para deste modo coordenar os colaboradores na busca pelo sucesso nos resultados. Por isso, é fundamental que, diante de novas situações, o aprendizado (e a atenção sobre ele) seja fonte para liderar em tempos de transformações em alta velocidade, sejam elas digitais ou mercadológicas.

Quando os líderes ajudam seus colaboradores a otimizarem o aprendizado técnico e comportamental, fortalecem competências vitais à transformação digital e garantem uma nova velocidade de resposta em cenários mais instáveis.

É preciso lembrar, que este é um novo tipo de formação, tanto para colaboradores, quanto para os líderes no meio organizacional. Não há precedentes na forma de cultivar a habilidade de aprendizagem que estou falando, mas sei que os líderes que reforçam a preparação da atenção (suas e de seus colaboradores), bem como cultivam um ambiente de maior aprendizado, conseguem diminuir a ansiedade e dar melhores respostas diante da velocidade que a transformação digital impõe.

Como liderar uma empresa? Compreendendo um mundo mais amplo, entendendo o modo como as mudanças ocorrem, percebendo a interdependência dos aspectos físicos e digitais de um negócio. O modo certo de realizar esta empreitada ainda não está absolutamente definido, mas de fato algumas premissas são efetivamente claras. É nas “soft skills” que estão nossas pistas para a maior consistência na adaptação das organizações e dos líderes. Autogestão, autoconsciência, empatia e habilidades sociais, são os principais fatores de sucesso, porque claramente a empresa pode comprar o último software do mercado, a melhor máquina conectada, ter os melhores desenvolvedores técnicos, porém é a interdependência sistêmica entre pessoas que vai levar a organização a outro patamar no momento de entregar produtos ou serviços aos clientes.

O papel do líder na transformação digital é formar outros líderes para lidar com o futuro, lidar com o que ele mesmo não lidou, o que vamos fazer ainda não está claro dentro do universo organizacional, nós sabemos sim que será novo e que precisaremos de pessoas que façam diferente do que fizemos até aqui, e este é um grande desafio. Afinal, como formar um sucessor sem ensinar “a fórmula de como lidar com a organização” já que tudo está em transformação? O Foco é a atenção para aprender e reaprender constantemente.

*Por Celso Braga, CEO do Grupo Bridge

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