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AI é protagonista na avaliação farmacêutica no Hospital Mãe de Deus

Parte da AESC, hospital investiu na tecnologia com o intuito de prevenir falhas na administração de medicamentos

Déborah Oliveira

16/08/2019 às 11h44

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A Associação Educadora São Carlos (AESC) é uma entidade filantrópica com atuação em três frentes: Saúde, Educação e Serviços Sociais. No pilar de Saúde, a AESC conta com sete hospitais, sendo três deles particulares e quatro do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Mãe de Deus é um dos particulares. Com atuação desde 1979, o Hospital Mãe de Deus oferece soluções completas em saúde, do diagnóstico ao tratamento, com foco em atendimento humanizado.

Atualmente, o Hospital Mãe de Deus representa 95% do negócio de Saúde da AESC, contando com 330 leitos, 1,4 mil cirurgias por mês, taxa de ocupação de 90%, 2 mil médicos cadastrados e 2,5 mil funcionários. São 1,2 mil prescrições por dia na farmácia interna, em uma média de oito itens por dia. Uma operação que exige muitos cuidados e a tecnologia nesse cenário surge como importante aliada.

“A informatização da saúde é curiosa. Há dez anos, nos perguntavam se tínhamos prontuário eletrônico digitalizado. Mas as prescrições médicas não entravam na conta”, contou Fábio Pachalski (foto), coordenador de Sistemas da Informação da AESC. Até pouco tempo, era prática do mercado realizar a prescrição em papel e muitas das letras dos médicos eram ilegíveis, havendo o risco de ingestão de medicação errada.

Foto: Photogama

Ajuda da inteligência artificial

A AESC entendeu que além de equipar o hospital com máquinas poderosas, de última geração, também tinha de investir em tecnologia na farmácia do Hospital Mãe de Deus com o intuito de prevenir falhas na administração de medicamentos.

Foi quando a inteligência artificial (AI) entrou em cena. “Vimos que não precisávamos fazer algo muito complexo com inteligência artificial. Entendemos que pequenas ações geram grandes resultados”, sintetizou Pachalski.

O Hospital Mãe de Deus usou, então, um algoritmo open source parte de uma tese de doutorado de Henrique Dias, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), parte do Grupo de Inteligência Artificial na Saúde da PUCRS, para iniciar sua jornada de aprimoramento na correta prescrição de medicamentos. “Usamos uma base de dados passada e ensinamos o algoritmo o modelo da farmácia”, explicou.

O algoritmo analisa as informações de dose e frequência e verifica informações fora do padrão, emitindo alertas. “Conseguimos priorizar as prescrições e ganhar agilidade. Hoje, a tecnologia revisa 100% das prescrições e ainda consegue ser pró-ativa. Também conquistamos qualidade na assistência e priorização do tempo do farmacêutico, que vai começar a olhar outros processos”, comemora ele.

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