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Ao migrar, fuja de conceitos equivocados e passos em falso

Déborah Oliveira

09/10/2015 às 10h56

Ao migrar
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No meu primeiro artigo sobre migrações de TI, falei sobre a importância do tema. Mas quando ela é realizada baseada apenas em uma visão centrada em aplicações, você se arrisca fazendo pressuposições perigosas sobre como os dados serão configurados e como a mudança afetará a empresa. 
 
Inevitavelmente, esses conceitos equivocados levam a etapas que afetarão de forma negativa os resultados finais. Com uma visão centrada apenas em aplicações, você pressupõe que:

• Os dados se adequarão ao novo sistema exatamente da mesma forma que se adequam ao sistema atual
• A qualidade dos dados é boa o suficiente do jeito que está
• Você sabe onde residem todos os dados e para onde eles vão
• Você entende os processos e como os dados se movimentam entre os diferentes sistemas
• Sua documentação é boa o suficiente
• Sua equipe nunca mais conduzirá outra migração de aplicação
• Sua equipe terá o orçamento e o tempo necessários para fazer essa mudança corretamente
 
Essas pressuposições nunca são verdadeiras na vida real. E acreditar que são é basicamente uma aceitação de que você conseguirá ultrapassar essas barreiras quando se deparar com elas. 
 
A realidade sobre a migração de dados é que sua movimentação não é o fim, e sim o meio. O fim é garantir que os dados funcionarão no novo sistema e que poderão ser acessados por quem precisa deles. Isso significa preparar a aplicação para lidar com:

• Vários sistemas de origem
• Vários formatos de dados
• Dados ausentes (que frequentemente são sigilosos e importantes)
• Integrações que você não conhecia e que não levou em consideração
• Baixa qualidade dos dados sem dados limpos, confiáveis, úteis e completos, a aplicação não passa de um brinquedo novo e caro, com mais potencial do que benefício. É um produto desnecessário na nuvem.
 
O fato é que você não pode simplesmente medir os custos de uma migração de aplicações com base em quanto tempo ela vai levar e em quanto custará para executá-la corretamente. É preciso levar em consideração o preço que pagará se houver algum atraso. Quer meça ou não, estará pagando pelo: 

• Custo diário da sua equipe trabalhando mais tempo para implementar a aplicação porque a migração de dados não seguiu as práticas recomendadas 
• Custo de manutenção dos sistemas mais antigos (que provavelmente estavam sendo substituídos por terem manutenção cara) 
• Custo de não ter a nova aplicação implementada a tempo – o que também significa pagar os custos das ineficiências que se espalham por estarem presas a processos de negócios desatualizados 
• Custo de interrupção dos negócios e os decorrentes da perda (ou vazamento) de dados. O pior é que, quando você percebe essas coisas em uma fase tardia do processo, não lhe resta outra opção senão pagar o preço. 
 
E mesmo se estiver mudando hoje para o Salesforce, o Workday ou o Marketo, quem sabe para onde você mudará daqui dois anos? Tudo o que se sabe é que o cenário de aplicações sempre mudará, e sempre que isso acontecer, você terá que pagar novamente o preço dos riscos de conformidade, das práticas de migração ineficientes e, mais importante, da lentidão de sua empresa para evoluir e se adaptar à mudança.
 
No próximo texto eu falarei, finalmente, sobre como tocar o processo de migração
 
*Rodrigo Henriques é gerente de Delivery da Informatica LLC

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