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Apple e governo dos EUA trocam farpas sobre quebra de criptografia de iPhone

Déborah Oliveira

17/03/2016 às 16h51

Apple e governo dos EUA trocam farpas sobre quebra de criptografia de iPhone
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A Apple reafirmou nesta semana que não vai cumprir ordem judicial para desbloqueio do iPhone do atirador de San Bernardino, nos Estados Unidos. A empresa afirmou em novo recurso apresentado à Justiça que os "métodos do governo para atingir seus objetivos são contrários ao Estado de Direito, ao processo democrático e aos direitos do povo norte-americano".
O Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) criticou a Apple afirmando que ela se considera acima da lei. Ao jornal The New York Times, Emily Pierce, porta-voz do DoJ, assinalou que a Constituição e as leis dos EUA não conferiram o poder [de decisão] a uma única corporação.
Como a Apple se recusa a cumprir a ordem judicial, a gigante de tecnologia apresentou novo recurso antes da audiência que vai definir o caso, programada para o próximo dia 22, quando a juíza federal Sheri Pym, da Corte Distrital Federal da Califórnia, dará seu veredito.
Em sua justificativa, a Apple diz que entende a solicitação com uma luta sobre a liberdade civil e a privacidade dos dados. "A questão não pode ser pesada sem levar em conta o debate nacional mais amplo sobre as preocupações com a privacidade de dados", disse a Apple. 
A companhia reforçou ainda seu argumento de que o governo está ultrapassando os limites, procurando forçar a empresa a quebrar a criptografia do iPhone usando a "Lei de Todos os Mandados", que diz que o governo está interpretando a lei de forma demasiado ampla.

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