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Aprenda a fazer uma migração correta

Déborah Oliveira

15/10/2015 às 16h21

Aprenda a fazer uma migração correta
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O primeiro princípio da migração de dados eficaz é que o projeto não deve ser conduzido como um processo isolado, que nunca se repetirá. Isso significa evitar uma abordagem “carregar, codificar e explodir” e usar um processo mais bem estruturado e documentado. 
 
Pense nele como se fosse uma fábrica. Dados de baixa qualidade e multiestruturados representam a sua matéria-prima. Então, se quiser transformar com êxito esse material em produtos acabados e prontos para uso, você terá de estabelecer processos de migração claramente definidos. Isso significa: 

• Definir os seus processos de negócios existentes e mapear os fluxos de dados. Dessa maneira, você poderá delinear o processo de migração para acomodá-los. 
• Localizar os dados sensíveis e confidenciais para garantir que a sua postura de segurança não fique comprometida na nova aplicação. 
• Definir regras de qualidade de dados que, idealmente, se alinhem a um programa de governança e controle de dados mais amplo. 
• Definir as transformações necessárias com base no que você aprendeu com a documentação dos fluxos de dados. 
• Testar um subconjunto de dados que represente adequadamente a realidade dos casos de uso da aplicação. 
• Aprimorar os dados continuamente com interações em subconjuntos maiores. 
• Migrar somente o que precisa estar na nova aplicação e arquivar o restante. Isso significa conhecer a diferença antes de começar o projeto. 
• Documentar os critérios de avaliação e os planos do projeto para que possam ser adaptados na próxima migração. Claramente, a migração de dados exige o nível de detalhes e a atenção que você normalmente dispensaria à migração de aplicações. Os benefícios, porém, só se multiplicarão quando você migrar dados novamente. 
 
Embora os princípios que acabamos de abordar sejam essenciais ao desenvolvimento da abordagem correta, eles não abrangem o processo em si. Mas, se você garantir que o projeto de migração de dados cumpre essas sete etapas, terá aplicado todo o necessário para executá-la: 

1. Descubra e classifique todas as fontes de dados das quais a sua aplicação depende – Entenda o sistema de armazenamento atual e o cenário de segurança e, então, defina um novo sistema de armazenamento com base no que você sabe sobre o caso de uso da aplicação e os critérios de acesso do usuário. 
2. Conecte-se a todas as fontes que você identificou ao documentar o processo de negócios e os fluxos de dados – Crie uma conexão dos dados com o futuro. 
3. Analise os problemas de qualidade dos seus dados da forma como eles estão e depois limpe-os conforme os critérios exigidos pela nova aplicação.
4. Faça a interação, aprimore, limpe e repita – Se você decidir carregar, codificar e explodir todos os dados de uma só vez, sem testá-los primeiro, se afogará em todos os erros que surgirão. E, como resultado, o projeto perderá o prazo e ultrapassará o orçamento. Teste pequenos subconjuntos de dados e depois crie incrementos como uma forma de melhoria contínua. 
5. Normalize os dados no formato necessário à aplicação de destino para integrá-los corretamente aos outros dados. 
6. Carregue somente os dados que você precisa no novo repositório, agora que você os testou completamente. E arquive o restante. 
7. Valide os dados após eles terem sido movidos – não somente para fins de precisão, mas também de segurança. Essa é uma etapa essencial e, sem ela, você não terá certeza de que os seus esforços de qualidade ou segurança compensaram.
 
Bom, se a mudança é a única constante na tecnologia corporativa, então sua empresa precisa estabelecer processos que possam mantê-la ágil. O mais importante para essa agilidade é a capacidade de ter dados limpos, seguros e conectados, independentemente do que aconteça no ecossistema de aplicações que circunda esses dados.
 
Hoje é o Salesforce, o Workday e a nuvem. Mas ninguém sabe para onde os caminhos de migração nos levarão amanhã. A única certeza é que haverá muitas migrações futuras. E sua empresa não pode simplesmente perder oportunidades de vendas ou capítulos da história sempre que mover ou mesclar aplicações de CRM. 
 
Adotar uma visão centrada em dados nas migrações de aplicações não é solidificar estruturas e esquemas de dados. Significa desenvolver os processos e a segurança de que a sua empresa precisa para utilizar o conhecimento agregado sobre produtos, fornecedores, funcionários e clientes. 
 
Em um clima de constante mudança, as novas aplicações podem melhorar a capacidade da empresa. Mas são os dados que residem nessas aplicações que inevitavelmente definirão se a empresa tem a agilidade necessária para ficar do lado certo da mudança. 
 
*Rodrigo Henriques é gerente de Delivery da Informatica LLC

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