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Autopass leva pagamento sem contato para ônibus de Jundiaí (SP)

Déborah Oliveira

29/11/2017 às 11h15

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A Autopass, um dos maiores nomes nacionais de tecnologia para mobilidade urbana, tem mais de dez anos na operação de bilhetagem eletrônica na Grande São Paulo com o cartão Bom, aceito diariamente em uma frota de 6 mil ônibus nos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Agora, a empresa dá um salto importante em sua missão de facilitar a vida do cidadão e contribuir para a construção de cidades inteligentes com sua chegada à Jundiaí.

A empresa implantou na cidade do interior de São Paulo seu sistema de pagamento de passagem com cartões ou celulares com função de débito e crédito com tecnologia sem contato, a Near Field Communication (NFC), tornando Jundiaí a primeira na América Latina a aceitar a tecnologia em toda a sua frota de 350 ônibus. A novidade poderá ser usada a partir de dezembro deste ano, quando haverá um lançamento oficial da iniciativa junto com a Prefeitura local.

Rubens Fernandes Gil Filho, CEO da Autopass Rubens Fernandes Gil Filho, CEO da Autopass

A solução de pagamento sem contato por meio do cartão de crédito, débito, pré-pago e celulares já é utilizada nos principais sistemas de transporte do mundo, observa Rubens Fernandes Gil Filho, CEO da Autopass. O executivo, que se mantém sempre em linha com as novidades globais em mobilidade urbana, aponta que outras cidades demonstraram interesse na tecnologia e em breve será possível acompanhar novas cidades operando com ela.

“É uma grande conveniência para o cidadão. Segundo nossas estimativas, 30% das pessoas que usam transporte público optam pelo dinheiro. Queremos eliminar o uso do papel e ir para o digital”, comenta. Segundo o executivo, algumas cidades avaliam, ainda, o uso de QR Code para pagamento. “Acredito na convergência do NFC e do QC Code”, observa.

Apesar de a tecnologia NFC demandar smartphones com a tecnologia e hoje somente os aparelhos mais caros contarem com ela, Gil Filho aponta que a Samsung trará no próximo ano para o Brasil telefones com preços mais acessíveis com NFC. Além disso, as bandeiras de cartões lançarão adesivos e pulseiras para pagamentos.

Evolução dos negócios

O CEO da Autopass contou em conversa com o IT Forum 365 que investirá R$ 96 milhões nos próximos cinco anos para a evolução de suas tecnologias, como QR Code e cloud computing, a base para suportar o crescimento dos negócios por aqui.

Hoje, já são mais de 8 milhões de cartões Bom, com 3,3 milhões de transações por dia em 14 cidades. Mas a expectativa é de crescimento substancial desses números e a infraestrutura precisa estar preparada. “Estamos prontos para atender a demanda atual e futura”, garante Mauricio Arrausi, CIO da Autopass, que chegou recentemente à companhia para aprimorar sua estratégia de tecnologia.

Em 2018, a Autopass espera desembarcar em quatro novas cidades e agregar serviços ao Bom. Hoje, a empresa já oferece descontos em redes de farmácias e mais de 400 mil medicamentos foram vendidos com o cartão desde maio deste ano, mas a ideia é nos próximos meses lançar um aplicativo, que reunirá recarga de cartões de transporte, consulta de saldo e extrato, gestão das despesas, conteúdo e entretenimento, compra de bilhetes QR codes e big data com informações sobre hábitos e perfil do cliente.

E com a mentalidade de que mobilidade urbana vai muito além do ônibus, a Autopass trabalha para agregar recursos relacionados ao transporte de bicicleta e também estacionamento. “Temos novidades no forno”, garante Gil Filho.

Futuro

Há um ano, a Autopass iniciou um estudo de mobilidade urbana com a Universidade de São Paulo (USP) e posteriormente com a consultoria Accenture para entender e ficar em linha com a evolução do mercado de mobilidade urbana. “Mapeamos os maiores cases no mundo e vimos que muitos locais estão ainda incorporando os avanços tecnológicos. No Brasil, a total disrupção do modelo deverá acontecer em três anos”, prevê Gil Filho.

Além do NCF e QR Code em operação em alguns municípios, o executivo destaca o uso de biometria facial em uma linha de ônibus que liga a cidade de Diadema, na Grande São Paulo, ao Brooklin, na capital paulista. “Sua função é avaliar se estudantes e idosos, que usam bilhetes especiais, são quem dizem ser, evitando fraudes”, explica ele, apontando que essa tecnologia abre oportunidades para pagamentos via biometria facial em um futuro próximo.

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