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Blockchain pode não ser a única solução para melhorar bancos de dados em corporações

Há um risco em explorar novas tecnologias e tirar conclusões precipitadas

Redação

20/04/2018 às 13h52

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De acordo com a Juniper Research, seis entre dez grandes corporações estão considerando ativamente ou implementando a tecnologia blockchain em seus negócios. Entre as empresas que atingiram o estágio de Prova de Conceito, dois terços (66%) esperam que o blockchain seja integrado aos seus sistemas até o final de 2018. A pesquisa afirma ainda que as empresas que mais se beneficiariam com blockchain são aquelas com a necessidade de (1) transparência nas transações, (2) sistemas de armazenamento herdados da dependência atual e (3) um grande volume de informações transmitidas.

Christoffer O. Hernæs é diretor digital do Sbanken, da Noruega, pontua em artigo para o TechCrunch, como partir para o blockchain de maneira ansiosa e sem avaliar bem os riscos pode ser um erro.

Busca por eficiência

Se observados os motivos para a implementação do blockchain, percebe-se que há um risco de que os gerentes mais ansiosos em explorar novas tecnologias tirem conclusões precipitadas sem explorar opções alternativas — o que pode acontecer com toda novidade.

Segundo o especialista, há soluções melhores e mais baratas para esse problemas. A abordagem para investigar possíveis casos de uso de blockchain é procurar ineficiências nos processos atuais. Esta abordagem oferece alguns resultados, mas muitas vezes a solução é redesenhar os processos legados para se adequarem a um novo processo digital — em vez de explorar tecnologias desconhecidas.

O blockchain surge como uma resposta para muitos problemas porque é fácil imaginar casos de uso dessa tecnologia. No entanto, aplicar blockchain a um problema conhecido é com demasiada frequência uma solução teórica. Em resumo simples, o blockchain na sua forma mais simples é uma alternativa ao banco de dados tradicional.

Blockchain ou banco de dados?

O blockchain difere de um banco de dados tradicional de várias maneiras e a mais significativa é a natureza descentralizada. Enquanto um banco de dados requer uma autoridade central para manter e gerenciar, o blockchain oferece uma abordagem descentralizada para armazenamento e verificação de dados. Esse recurso tem custo alto.

Os blockchains (pelo menos os públicos) têm alguns problemas que os tornam mais lentos que os bancos de dados tradicionais e os seus usuários também devem pagar uma taxa por cada “transação” nesse banco de dados, que é “flutuante e imprevisível”.

Para Hernæs, o primeiro a se checar é: se funcionar, não mexa.

“Se você está satisfeito com a configuração do seu banco de dados hoje, não deve haver pressa para substituir isso”, explica.

Uma mudança envolve repensar tudo e apostar em uma nova tecnologia que precisará de muitos anos de trabalho para se tornar tão madura quanto qualquer banco de dados que esteja se usando hoje.

Para tornar as coisas um pouco mais fáceis, ele cita  vários fluxogramas que ajudam a decidir quando usar um blockchain (podem ser encontrados aqui). Portanto, vale fazer uma boa reflexão.

 

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