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Brasil amplia em cerca de 12% investimentos em segurança da informação

Estudo da Fortinet indica que ameaças como ransomware estão resultado em aumento nos orçamentos

Redação

23/02/2018 às 9h23

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O Brasil é alvo de uma proporção significativa de ataques cibernéticos, mostra estudo realizado pela IDC a pedido da Fortinet. Segundo o levantamento, os ataques de larga escala continuam se proliferando no País, razão pela qual as empresas estão expandindo seu alcance na cibersegurança para conter tanto a frequência quanto a natureza variável das ameaças.

O estudo incluiu uma série de entrevistas com 450 pequenas, médias e grandes empresas na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e em países da América Central e do Caribe. Foram consideradas empresas pertencentes aos setores de Finanças, Manufatura, Serviços Públicos e Recursos Naturais, Comércio, Serviços e organizações do setor governamental.

O estudo indica que as empresas no Brasil estão investindo especificamente nas áreas de antimalware e servidores de segurança para pontos terminais, bem como em áreas relacionadas à segurança móvel e ao firewall. A evolução do ransomware, que produz ataques mais complexos e sofisticados, está resultando em um aumento significativo entre 10% e 12%, em média, nos orçamentos dedicados à segurança cibernética.

Embora as empresas no Brasil atendam às tendências regionais em termos de como é percebida a cibersegurança, o número de companhias que investem de forma "ad-hoc" é aproximadamente 30% maior que a média da América Latina.

Visão da região

A América Latina teve um crescente interesse para os cibercriminosos em relação ao resto do mundo, informa a pesquisa. Argentina, Brasil e México são os países com maior número de ataques detectados por ano em toda a região, com valores, em média, de cerca de dez ataques detectados por ano por empresa.

O phishing e o malware são os ataques mais frequentes nas companhias da região, só em ataques de phishing os bancos no México calculam prejuízos de mais de 90 milhões de dólares por ano. Já os ataques de ransomware em 2017 tiveram um impacto na continuidade dos negócios em nível mundial e a América Latina não foi exceção.

Neste contexto, em 2017, o total do investimento em segurança da informação na América Latina foi de 2,7 bilhões de dólares e espera-se um crescimento anual composto de 11,5% no período 2017-2021. As empresas da região investem, em média, 16,5% do total do orçamento de TI para a proteção de infraestrutura, sistemas e dados. É notável que as empresas de médio porte, entre 100 a 250 funcionários, designam um percentual significativamente maior (24%) de seu investimento em TI à cibersegurança.

No que diz respeito aos investimentos futuros, a maioria das empresas (55%), vai manter os níveis de investimento em 2018, enquanto 38% preveem um aumento nos investimentos em segurança e apenas 7% consideram em reduzi-los. A ênfase continua nos elementos de segurança tradicionais, tais como a segurança de pontos de acesso e de redes. 80% das empresas contemplam planos de implementação, manutenção ou expansão de suas soluções de antivírus, antispyware e antimalware; assim como 90% em firewalls e 70% em infraestrutura de VPN.

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