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Brasileiros não passam 1 hora sem celular e mandam áudios por preguiça

Pesquisa inusitada mostra hábitos de uso de smarpthone dos brasileiros. Dentre eles, 91% afirmam que não podem passar nem 1 hora longe do aparelho.

Wellington Arruda

26/08/2019 às 20h03

Foto: Shutterstock

Você já parou em algum momento para analisar como usa o seu smartphone? Não somente em quais aplicativos passa mais tempo, mas de forma geral, mesmo.

O We Are Social aponta que nós, brasileiros, passamos mais de 9h29 na internet em todos os nossos dispositivos. De todo esse tempo, a pequisa aponta que temos 139.4 milhões de usuários de internet via dispositivos móveis.

Agora, um estudo realizado pela Hibou revela comportamentos inusitados (e alguns um tanto quanto preocupantes) sobre como usamos o smartphone. A pesquisa foi feita com 2 mil brasileiros que possuem smartphones, entre 16 e 45 anos, entre abril de 2018 e junho de 2019.

Uma pergunta: você deixa o seu celular no silencioso durante a noite? Em abril de 2018, 21% dos brasileiros afirmavam que sim; em julho deste ano, o número sobre para 35%. No entanto, 67% dizem que se cobram de silenciá-lo, mas nunca o fazem.

O uso frequente do smartphone, especialmente antes de dormir, pode ter impactos na nossa saúde. Inclusive, 66% dos entrevistados afirmaram dar aquela "olhadinha" sempre que acordam no meio da noite. Este é um crescimento de 10% em relação a 2018.

 

 

Nem por uma hora

Os dados divulgados pela Hibou mostram que 91% dos brasileiros não conseguem ficar longe do celular por mais de 1 hora. Na mesma proporção, as pessoas disseram que gravam áudios (em apps mensageiros) por preguiça de digitar. E isso sem nem ter intimidade com a pessoa que está conversando! Em 2018, esse número era de 65%.

Outro comportamento inusitado, é: sabe quando você desconfia se uma pessoa está mesmo ouvindo músicas porque está com fones de ouvido? Bem, 64% dos entrevistados afirmaram que colocam o fone, com ou sem música, só para não terem que socializar.

Números sobre aplicativos também foram divulgados: 69% dos brasileiros disseram que ao menos metade dos apps ficam logados o tempo todo; 73% pedem mais comida por delivery que antes pela facilidade dos apps; 51% já baixaram algum app que nunca chegou a ser usado.

Ainda sobre os apps, 70% dos brasileiros já baixaram um joguinho, jogaram por vários dias ou semanas, e depois nunca mais abriram.

A propósito, a pesquisa aponta que 42% dos brasileiros pagam a maioria das contas pelo app do banco. Em 2018, o número era de 34%. Segundo pesquisa do IBOPE Conecta, feita com 2.000 entrevistados, 40% dos entrevistados possuem uma conta num banco digital.

Aqui vão mais alguns dados interessantes sobre o hábito dos brasileiros revelados na pesquisa pela Hibou:

  • 85% (ante 74% em 2018) acessam redes sociais pelo celular;
  • 60% perdem a noção do tempo vendo posts e vídeos;
  • 68% usam com frequência a lanterna do aparelho (essa é mega útil!);
  • 88% já procuraram um assunto no celular no meio de uma discussão e já caíram numa fake news;
  • 32% abrem o Twitter só quando tem alguma polêmica rolando;
  • 20% já agendaram consulta médica pelo celular;
  • 33% afirmaram o celular para o controle da saúde.

"Ei, tem um carregador aí?"

Vale destacar que o Brasil tem aproximadamente 120 milhões de usuários do WhatsApp. 70% dos brasileiros, entretanto, colocam a maioria dos grupos no silencioso; outros 64% afirmaram que sempre apagam o histórico das conversas.

Em situações da vida real, 54% afirmaram consultar preços de produtos quando encontram algo numa loja física. Outros 45%, vejam só, já pediram carregador emprestado para quem não conheciam.

Um dado ainda mais bizarro é que, segundo a pesquisa, 43% dos brasileiros simplesmente já jogaram algum joguinho no celular no meio de uma reunião (ou aula).

Já a galera dos tutoriais hoje em dia prefere assistir vídeos (59%) do que ler eles em texto. O dado mais esquisito da pesquisa aponta que "44% das pessoas aumentaram o número de marcas de cotovelo logo acima do joelho"; isso quando você apoia ele nas pernas, sabe?

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