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Diversidade nas empresas: uma maratona, não um tiro de cem metros

Por

em Carreira

1 semana atrás

Executiva de marketing para desenvolvedores da Intel nos Estados Unidos compartilhou alguns insights dos seus 26 anos na área de TI em evento realizado pela Programaria

A Programaria, movimento focado no empoderamento de meninas e mulheres, por meio da tecnologia e programação, organizou em parceria com a Intel Brasil, o evento “Mulheres na TI, nossas conquistas e desafios para 2019”.  O objetivo era discutir quais serão as estratégias para que as mulheres continuem ganhando espaço na tecnologia e o que esperar de 2019.

Iana Chan, líder do movimento Programaria, fez uma contextualização do panorama brasileiro referente às mulheres nessa área. Infelizmente, só existe 17% de representatividade. O cenário, é, portanto, preocupante, já que existe um déficit atual de 408 mil profissionais no mercado de TI. Nesse quadro, as mulheres não estão sendo levadas em conta como mão de obra.

Após esse cenário, Michelle Chuaprassert, engenheira e diretora de marketing para desenvolvedores da Intel nos Estados Unidos, compartilhou sua trajetória de 26 anos na empresa, ensinamentos e dicas para as mulheres levarem em conta ao longo do seu desenvolvimento tanto pessoal como profissional.

Por último, houve um painel de discussão com a executiva, Clarissa Martins, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Thoughworks, e Maitê Lourenço, CEO e fundadora do BlackRocks.  As três executivas discutiram sobre a diversidade em cada uma das suas empresas, desafios do contexto brasileiro, boas práticas tanto na captação como na retenção de talentos e o papel da alta liderança na criação e implementação de políticas de diversidade.

Maratona profissional

Na visão da especialista, o desenvolvimento profissional é uma maratona. Ele precisa de treinamento e um plano para cumprir seus objetivos, caso contrário atingi-los será quase impossível. Certamente, para facilitar essa “corrida”, Michele ressaltou a importância de contar com as pessoas mais próximas, parceiros, chefe, colegas de serviço e família.

Em outras palavras, recomendou, escolha pessoas inspiradoras e com as quais se sinta à vontade. Isso fará uma diferença no seu dia a dia, assim como no cumprimento dos seus objetivos, assim como nas metas conjuntas. Conectados todos chegam mais longe e superarão os desafios que passarem pela frente.

Dados: melhor argumento para implementar práticas de diversidade

A diversidade é um tema que ainda precisa quebrar muitas barreiras, mas na experiência de Michele, a apresentação de dados associados aos benefícios da implementação de políticas de diversidade ajuda significativamente, seja pela receita financeira, as vantagens na retenção de capital humano ou simplesmente pelo fato de manter-se competitivo no mercado.

Os dados foram essenciais para convencer à liderança da Intel a adotar políticas de diversidade e assim conseguir cumprir em dois anos a meta planejada. Certamente, a iniciativa não foi uma bala de prata, mas sim o primeiro passo para marcar a diferença.

Para Clarissa e Maitê, os dados também são chave para implantar o tema nas empresas, mas é importante ser cuidadoso com o tipo de dados que estão sendo usados, para não cortar grupos. Para elas, a diversidade é um conceito amplo e que não pode limitar-se só as mulheres.

Toda mudança começa pela liderança

O engajamento dos líderes sempre fará a diferença, uma vez que as mudanças sempre começaram de dentro para fora. Como consequência, os executivos que ocupam esses cargos devem acreditar no poder da diversidade e como ela só trará benefícios para sua empresa.

Na Thoughtworks, 45% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres negras, conforme apontou Clarissa. O número já marca uma representatividade e uma concordância entre as políticas e o cotidiano. Já no BlackRocks, a equipe de recursos humanos é diversa, dado que para falar do assunto, é necessário mostrar os avanços internos e consolidar essas práticas.

Com boas práticas desde o processo seletivo, retenção adequada de talento e a leitura abrangente do conceito, a diversidade tornara-se um valor organizacional e não só uma tendência.


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