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Déjà-vu (ou a tragédia de Brumadinho)

Infelizmente, tivemos que alterar o tema da segunda publicação desta coluna. O motivo, como se pode imaginar, foi o ocorrido no último dia 25 de janeiro na cidade de Brumadinho, quando a barragem de resíduos de uma operação da Vale se rompeu e causou centenas de mortes e estragos ambientais e sociais ainda impossíveis de serem mensurados.

A essa altura, muitas análises foram feitas sobre esse trágico evento, provavelmente cobrindo todos os ângulos e perspectivas, com os mais renomados especialistas, nas mais diversas mídias.  O propósito aqui será outro.  O objetivo é olhar, como dizem os americanos, o “big picture”; ou seja, entender como a gestão da sustentabilidade pode e deve evitar que problemas como esse – e outros de menor escala também – ocorram, lamentavelmente, de forma tão recorrente.

Todo negócio deve considerar, em seu planejamento estratégico, diversas dimensões. A ferramenta mais usada para isso é a chamada análise PESTEL, um acrônimo em inglês, ou PESTAL, em português. O entendimento de cada dimensão apresentada abaixo também pode ser feita a partir da gestão da sustentabilidade, ao incluir aspectos como os seguintes:

Políticos: adesão a acordos e tratados globais e locais pela sustentabilidade (por exemplo, a Agenda 2030), aderência às necessidades locais em busca da obtenção da licença para operação de forma legítima;

Econômicos*: remuneração justa do capital; desenvolvimento da empresa e da economia;

Sociais*: geração de empregos e renda, desenvolvimento local, justiça social, saúde pública, trabalho justo;

Tecnológicos: implementação de processos e produtos de forma responsável, como uso de recursos renováveis, fontes de energia limpa, introdução de economia circular, entre outros;

Ambientais*: preservação dos recursos naturais e da biodiversidade, redução ou eliminação de emissões e resíduos e demais impactos e externalidades negativas;

Legal: cumprimento das normas e leis (compliance), preferencialmente de forma pró-ativa;

Além disso, aspectos culturais locais e relacionados à ética também devem ser incluídos na análise. É importante entender que esses elementos podem servir para qualquer negócio e para qualquer empresa.

Gestão de riscos, planos de contingência, engajamento de stakeholders, gestão de crises e outras iniciativas também podem colaborar para evitar ou minimizar problemas para a empresa e a sociedade em geral.

Operando dessa forma, as organizações atuariam de forma responsável, evitando que, de tempos em tempos, aconteçam novos problemas e apenas fiquemos lamentando o que venha a se suceder.

* os aspectos econômicos, sociais e ambientais compõem o chamado Triple Bottom Line, que será discutido em outra publicação.


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