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NÖMƎƧ DE DOMIЙIOS com novos caracteres: problema ou solução?

Por

em Software e Sociedade

9 meses atrás

 Don Hollander, Secretário Geral do Universal Acceptance Steering Group e Paulo Milliet Roque, Vice-Presidente da ABES

Fazendo os Novos Domínios de Internet funcionarem para todos, pode ter criado uma porta aberta para fraudadores?

Desde 2010 o Sistema de Nomes de Domínio (DNS) expandiu-se dramaticamente, não só fomentando a concorrência, escolha e inovação, mas permitindo uma Internet verdadeiramente multilíngue.

Existem hoje mais de 1.500 domínios de nível superior (TLDs), o nome que vai depois do último . (ponto), muitos dos quais são mais longos do que os tradicionais nomes de dois e três caracteres tradicionais (por exemplo .com.edu.br.org, .br, .me, .it, .pe, .fr, etc.).

Como exemplos brasileiros podemos citar os novos domínios de empresas, como .itau (http://nic.itau)e .bradesco (http://banco.bradesco). 

Além disso muitos domínios novos têm caracteres não padronizados (não ASCII) como chinês, cirílico, arábico ou tailandês. Por exemplo temos os domínios. 八卦(.fofoca em chinês), .москва (.moscou em russo) e . ابوظبي (.abudhabi em árabe)

A expansão permite que pessoas possam registrar o nome de domínio que melhor represente sua identidade, sua língua, seu país. Embora essa expansão seja fundamental para trazer para a internet o próximo bilhão de pessoas on-line e expandir a economia digital, a incorporação desses novos domínios na Internet global não é um processo totalmente automático, nem sem risco.

CIO’s, administradores de rede, desenvolvedores de aplicativos e outros têm um papel importante a desempenhar para assegurar que seus aplicativos sejam compatíveis com essa nova infraestrutura da Internet.

Este alerta é geral, todos os profissionais ocidentais, acostumados ao bom e velho ASCII vão ter que preparar seus sistemas para esta mudança importantíssima.

O Problema é crítico

Se o seu aplicativo ou dispositivo é como a maioria, ele ainda não aceita os novos nomes de domínios, ou, em outras palavras, ainda não está pronto para Aceitação Universal (do inglês, Universal Acceptance UA-ready). Como resultado, ele é incapaz de aceitar, validar, armazenar e processar os novos domínios. Isto certamente causará dores de cabeça para todas as organizações e vai resultar em uma má experiência para seus visitantes e mesmo perda de usuários.

Os Recursos existem no UASG

Para lidar com essas questões e fornecer suporte, membros e líderes da indústria como a Apple, GoDaddy, Google, ICANN, Microsoft e Verisign, criaram o Grupo de Coordenação de Aceitação Universal (Universal Acceptance Steering Group UASG).

UASG existe para ajudar as organizações a garantir que seus sistemas sejam UA-ready e capazes de aceitar todos os novos nomes de domínio e respectivos endereços de e-mail, em qualquer script válido.

ABES apoia esta iniciativa, que visa estender e democratizar o nome de domínios a países que usam sistemas de escrita não latino.

Preocupa em particular a ABES a possibilidade que o uso de caracteres não ASCII, mas muito parecidos com os mesmos, permitam a fraudadores se utilizarem dos mesmos para criarem falsos nomes de domínio, como aconteceu recentemente com o falso domínio www.airfrnce.com onde foi usado um ạ com um pontinho embaixo, usado na língua escrita do Vietnã e que conduzia a um falso site da AirFrance,

O UASG desenvolveu guias úteis e recursos que estão disponíveis em https://uasg.tech/documents.

Recomendamos a leitura do  Guia rápido para aceitação universal (UASG005), bem como a Introdução à aceitação universal (UASG007 em inglês), um documento técnico abrangente sobre Aceitação Universal e as questões-chave que os desenvolvedores e arquitetos de sistemas precisam saber.

Junte-se à lista de discussão em inglês na https://uasg.tech/subscribe para que todos possamos trabalhar juntos e incorporar plenamente estes novos domínios para o benefício da próxima geração de usuários da Internet.

A lista de nomes dos TLD (Top Level Domains) está disponível em http://data.iana.org/TLD/tlds-alpha-by-domain.txt .

 Sobre os autores:

·         Don Hollander é ex-CIO de grandes empresas multinacionais, baseado Nova Zelândia, ele e sua família viveram em ambas as costas dos EUA, Peru, Panamá, Samoa, Nigéria e Turquia.

·         Paulo Milliet Roque é Vice-Presidente da ABES, com vasta experiência em negociação internacional com empresas de tecnologia, tendo feito acordos com mais de 100 empresas em diversos países (EUA, Reino Unido, Irlanda, França, Taiwan, China, entre outros). Empreendedor, foi Sócio fundador de diversas empresas.


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