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O papel do investimento no ecossistema de startups

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em Startups e inovação

6 meses atrás

O primeiro estágio de venture capital ou capital de risco é o investimento anjo. Esse aporte, que varia entre R$ 50 mil até R$ 500 mil, vem com algo talvez mais importante que dinheiro: a expertise do investidor.

Quando bem feito um investimento pode acelerar o crescimento dos negócios. Segundo a Radiografia do Ecossistema de Startups o investimento é o 3° fator mais importante para o sucesso do empreendimento na visão das startups e não são poucos os cases de sucesso de startups investidas que estão crescendo a passos largos, como o Nubank, Sambatech e VivaReal. Apesar do investimento ser considerado um importante fator para o sucesso da startup existe um outro lado que precisa ser observado.

Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral apontou que investir muito dinheiro antes mesmo da startup começar a faturar aumenta suas chances de fracasso. O ideal é que a startup sinta a pressão de começar a rodar já conquistando clientes e depois busque investimento para crescer e aumentar a operação.

Por esse motivo não é qualquer um que está apto a receber ou oferecer investimento anjo. Ter validado o mercado, muitas vezes antes de receber o primeiro investimento, é sem dúvida um dos maiores desafios do empreendedor.

Bons investidores sabem que aceitação do mercado é apontada como um dos principais fatores para sobrevivência do negócio. Por isso, já ter números e tração antes de correr atrás de dinheiro vai colaborar para o sucesso da startup e na hora de montar um pitch vai ajudar o empreendedor a conseguir um bom anjo ou entrar em uma aceleradora de renome.

Hoje, temos boas histórias de investimento anjo como a da Bossa Nova que contava uma carteira de 112 empresas investidas avaliadas em mais de R$ 1 bilhão até o começo de 2017. Entre as investidas estão a Handtalk que já ofereceu serviços para o governo de São Paulo, a contentools, a RankMyApp e a easy casa.

Outros caminhos do investimento em startups

Quando falamos em investimento do governo em startups, assim como o Itália com o Italian Startup Act, a América Latina também tem trilhado seu caminho.

O Startup Chile é um dos grandes cases de incentivo público e um dos motivos para um estudo da Fundacity ter cotado o país como um dos 5 melhores países para startups.

O programa nasceu em 2010 e apoia startups que estão sediadas em Santiago. Apesar do programa ser local, ele aceita startups de todo o mundo e cria uma rede de networking global dentro da cidade.

Reunindo startups com alto potencial de crescimento em um único lugar ao lado de mentores e empresas, o chile conseguiu criar um hub importante de inovação.

O projeto já investiu em 1.300 pequenos negócios que estão avaliados em um de $1,35 bn. Entre as grandes histórias de sucesso está a cabify, um aplicativo de táxis que emprega 1,8 mil funcionários, tem 50 mil empresas como clientes e 13 milhões de usuários no mundo, além de ter registrado crescimento de 500% na receita bruta global em 2017.

O Brasil também tem seus próprios programas, como o Startup Brasil que em 2017 tinha R$9,7 milhões para investir em novos negócios inovadores já constituídos, diferente do programa InovAtiva Brasil que foca na formação de novos negócios também com incentivo da federal.

Educação e investimento a combinação de sucesso

As pesquisas e o modelo do Startup Chile nos ensinam uma coisa: nem só de investimento é feita uma startup de sucesso. Dois ingredientes que entram nessa fórmula são fundamentais, educação empreendedora e comunidades.

O grande trunfo do Startup Chile é que ele não oferece só capital. O programa é responsável por dar mentorias, workshops, espaço de coworking e acesso a investidores. Além disso, os empreendedores que participam da aceleração têm que dar algo em troca para o ecossistema local, seja participando de hackatons, mentorias ou palestras em universidades. É a cultura do give first e give back em ação criando um ecossistema poderoso e muito técnico, o que é fundamental para um founder que está começando sua startup.

Em menor escala, o Brasil já acumula seus exemplos de comunidades ativas. Talvez a mais conhecida seja a San Pedro Valley, em Minas Gerais, que já abriga mais de 258 startups de tecnologia e foi vencedora por 2 anos consecutivos do Startup Awards que acontece dentro CASE.

Um dos fatores importantes do desenvolvimento do San Pedro Valley foi o SEED, que faz parte do escritório de prioridades estratégicas de Minas Gerais e já auxiliou mais de 150 startups. Outro fator é a rede de compartilhamento que se formou em torno da comunidade. Com metups, whatsapp e slack, o San Pedro Valley consegue diminuir a curva de aprendizagem e facilitar o caminho para novas startups.

Esse networking rico que o ecossistema criou dá resultados de sucesso. Grandes startups como a RockContent, Tracksale, Sympla, Meliuz, Hotmart, Dito e AppProva nasceram dessa combinação de fatores que só uma comunidade liderada por empreendedores é capaz de gerar.

Precisamos lutar por mais Smart Money dentro ecossistema porque assim conseguiremos fazer cada vez mais startups nascerem e conseguirem prosperar gerando renda, emprego e colocando o Brasil cada vez mais em destaque no mapa da inovação.


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