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Cenário do empreendedorismo no Brasil

Executivos de empresas como Redpoint eventures, Domo, Gympass e Smartfit discutiram o tema no Fórum do Movimento Brasil Digital.

Ana Gabriela De Callis

22/11/2019 às 17h46

Foto: Adobe Stock

Qual é o cenário do empreendedorismo brasileiro? Esse foi o foco do terceiro bloco do Fórum Brasil Digital, que aconteceu no dia 21 de novembro no Cubo Itaú.

O assunto foi introduzido por Romero Rodrigues,  fundador do Buscapé e hoje sócio da Redpoint Eventures. Romero trouxe um panorama do empreendedorismo junto com os ciclos de inovação que a internet trouxe para o mundo. "Quando lançamos o Buscapé, em 1999 tínhamos o orgulho de dizer que 35  lojas faziam parte da nossa plataforma, por que esse número equivalia a 100% do mercado eletrônico brasileiro". contou Romero.

O marco do primeiro ciclo de inovação nos EUA aconteceu em 1995 com o boom do Netscape, empresa proprietária do maior navegador da época. No Brasil esse ciclo chegou em 1999, quando  a Booknet foi relançada como Submarino depois de ter sido comprada, uma ideia de investimentos que vemos com muita frequência nos dias de hoje.

O ciclo 2 foi rápido e aconteceu nos anos 2000, quando todo mundo acreditava que a internet não tinha dado certo. Um novo ciclo acontece de 2010 até hoje, com crescimento constante e subindo um degrau por vez. Passaram-se 9 anos entre o ciclo 2 e o ciclo 3, contra 7 meses do ciclo 1 para o ciclo 2.

O que isso nos mostra? Que tivemos 10 anos sem grandes investimentos no ecossistema, o que estamos vendo agora são os resultados dos vintages de 2010-2012, como Gympass, Creditas, Rappi, 99, Nubank, Loggi e QuintoAndar. "Temos uma década de investimentos já realizados que vão maturar nos próximos 9 anos." pontuou Romero.

Para falar sobre como podemos tornar o Brasil um celeiro de unicórnios,  Marcello Gonçalves,  co-fundador da Domo, Leandro Caldeira, CEO do Gympass e João Paulo Resende, CEO da Hotmart se juntaram com Rubens Gil, CEO da Autopass em um painel bastante interessante.

Para Marcello o Venture Capital não pode ser a única forma de investimento das startups, o crédito hoje é o maior dos problemas nas novas empresas. Já Leandro pontuou que é preciso tirar a burocracia do sistema. "Hoje, a parte de contratos de grandes empresas é tão burocrática que até o Gympass, hoje um unicórnio, não consegue fechar alguns negócios por conta de tanta burocracia."

"Os investidores anjo são muito importantes para as ideias que estão começando, já que o estágio inicial é o que tem maior risco" complementou João Paulo.

Para finalizar tivemos Paulo Emílio Carreiro, VP da Fundação Dom Cabral, Edgar Corona, CEO da Smartfit e Bruno Pierobon, CEO da Zup para falar sobre empreendedorismo digital.

Bruno acredita que na próxima década vai se tornar uma tech company para conseguir sobreviver, e que isso vai abrir muitas oportunidades para inovação. "Se você não fizer, alguém vai fazer, alguém vai resolver um problema de um grande mercado". completou o executivo.

Para Edgar o oceano é ainda mais azul, "Se você teve uma ideia há cinco anos que não funcionou, hoje ela pode funcionar". O Brasil é um país com muitos problemas para serem resolvidos e isso é uma grande oportunidade para quem quer empreender de maneira digital no país.

Mas é preciso lembrar que o cliente está sempre na ponta e a inovação precisa ser base de quem está em contato direto com ele. Usar tecnologia para mudar toda a jornada do cliente, no fim, é o objetivo que deve ser traçado e buscado.

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