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Como a tecnologia ajudou na evolução do RH nesta década

No decorrer dos anos, o RH assumiu cada vez mais o protagonismo na estratégia das empresas;

Susanne Anjos Andrade

27/01/2020 às 9h03

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Ao iniciarmos esta década, em 2011, era possível identificar movimentações internas, de pequenas e médias empresas, que queriam transformar o Departamento Pessoal em uma grande área de Recursos Humanos, assim como as grandes já haviam adotado. Mas seria isso possível de acontecer? Para os mais céticos, a resposta é sim! Ao observarmos o último ano da década, é possível afirmar que o departamento de RH tem assumido cada vez mais o protagonismo na estratégia das empresas. E com a ajuda da tecnologia, profissionais ficaram mais ágeis. 

Mas o que isso quer dizer? Que o Recursos Humanos virou um Recursos Digital? Com certeza isso está longe de acontecer. Com a disrupção tecnológica, o uso de ferramentas atreladas ao trabalho tem sido um “importante segredo” para que empresas passem a tratar com maior agilidade os seus processos.

Hoje, o assunto da vez é Inteligência Artificial (IA), que por meio dos autobots e algoritmos permite que candidatos a preenchimento de vagas tenham seus perfis, nas redes sociais, analisados e avaliados por  plataformas específicas em questões de segundos, facilitando o processo seletivo. De acordo com uma pesquisa recente da Deloitte, cerca de 33% das empresas no mundo já aplicam a IA no RH. Foram entrevistados mais de 10 mil gestores. 

Do outro lado, também é possível ver que o perfil dos candidatos tem mudado na última década. Finalmente, empresas começaram a entender que ao descomplicar processos, as chances de encontrar talentos aumenta. De acordo com a pesquisa HR Thinking 2019, 61% dos candidatos desistem de participar de processos seletivos por conta da burocracia, enquanto 55% deles deram nota 9 ou 10 por inscrições feitas por meio de chatbot.

E o que o futuro reserva para o RH nos próximos anos? Esse é outro “importante segredo”. A expectativa é de que se posicione como um RH ágil, atuando como líder educador, com o propósito de que cada área assuma o protagonismo no que se refere ao desenvolvimento de pessoas. Se, por exemplo, a empresa ainda tem uma avaliação de desempenho, a obrigação não é do RH em cobrar e fazer acontecer. Ele funciona como facilitador para que os gestores de cada área assumam o seu papel enquanto líder de um time e responsável por seu desenvolvimento. Hoje, muitas empresas deixam de adotar a prática de “avaliação”, com o foco na prática constante de feedbacks enquanto ferramenta de desenvolvimento humano de maneira constante e espontânea no dia a dia, o que é o ideal, quando o RH é também facilitador, atuando de maneira cada vez mais estratégica. 

A tecnologia fundamental nesse movimento se refere ao desenvolvimento de soft skills dos colaboradores, o que possibilita uma gestão cada vez mais horizontal e de protagonismos entre todos os profissionais que fazem parte da organização, quando o RH ágil deve atuar de maneira inspiradora também. Isso ocorre por entendermos que vivemos hoje em um mundo cada vez mais tech e cada vez mais touch. É a década da “inteligência artificial” alinhada com a “inteligência emocional”. 

 

*Por Susanne Anjos Andrade, autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e transformação digital focado em pessoas. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”.

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