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Como pivotar a carreira em 2020?  

Final do ano pode ser momento oportuno para reavaliar ações e planejar guinada profissional para os próximos meses.

Susanne Anjos Andrade

16/12/2019 às 15h06

carreira em alta
Foto: Shutterstock

Com a proximidade do fim do ano, percebo que muitas pessoas reavaliam seus projetos pessoais para traçar metas para um novo ciclo, prestes a ser iniciado. O período também é muito propício para a revisão de objetivos no campo profissional. Considero, no entanto, o foco nas mudanças. Pivotar a carreira -termo usado para caracterizar uma mudança radical no rumo do trabalho- exige organização.

Em primeiro lugar, é indispensável que o profissional pense na sua atual situação, para verificar todos os pontos positivos e pontos a serem desenvolvidos. Depois, deve analisar se está feliz, se precisa de mudanças, se pretende alterar o rumo de forma pontual ou radical. Em ambos os casos, não dá para agir sem um bom planejamento.

Além disso, o que nem todo mundo coloca em questão é que mudar profissionalmente não significa necessariamente reinventar-se por completo. É possível potencializar a carreira, otimizar habilidades, sem deixar de lado toda a bagagem já acumulada ao longo dos anos trabalhados. Ao contrário, algo muito positivo é trazer consigo a bagagem e as habilidades para o novo campo de atuação.

Nesse aspecto, se você pretende pivotar a carreira, não precisa, necessariamente, cursar uma nova graduação ou fazer algo tão complexo e demorado. É possível crescer levando em conta a área que se tem know how. Um curso superior leva bastante tempo, e nem sempre vai propiciar as experiências ou estágios suficientes para a guinada desejada. O seu caminho pode ser realizar uma pós-graduação na área almejada ou até mesmo cursos de curta duração para conhecer e experimentar o novo. 

Outro ponto indispensável é fazer um mapeamento das oportunidades mais palpáveis, a fim de que a mudança esteja mirada no alvo certo, com mais probabilidade de sucesso. Além disso, é preciso pesquisar a respeito da área almejada. Uma boa dica é conversar com pessoas que já atuam no setor e que possam compartilhar experiências.

É importante destacar que não existe uma idade certa para pivotar. A pessoa pode ter 30 ou 60 anos e poderá encontrar motivações para reinventar-se. O mais importante, diante desse contexto, é mudar em busca da felicidade e bem estar. 

Onde quero chegar?

Se você não sabe quais seus objetivos e onde pretende chegar com as mudanças, será muito difícil fazer um planejamento adequado. Algo feito sem organização pode ser precipitado, pode representar o “fugir de algo” em vez de “ir em busca de algo”, o que é o ideal. Por isso, tenha em mente o alvo das mudanças para pivotar o campo profissional. 

Com essa meta em vista, aponte quais habilidades você já possui e quais precisa desenvolver para pivotar a carreira. Trace como atingir o que ainda te falta para atender as exigências de mercado. Verifique o melhor momento para fazer a transição e comece já realizando pequenos passos em direção ao que você deseja. 

Quais as motivações?

O que nos leva a desejar mudanças? Querer um salário melhor? Ter mais reconhecimento? Mudar de ambiente? Fazer algo que esteja conectado ao propósito?

Antes de pivotar a carreira devemos ter respostas para tais perguntas, pois a motivação certa pode impulsionar o profissional para o sucesso, assim como o motivo errado pode levar a pessoa para situações repetitivas e que não trarão as mudanças necessárias. Nessas situações, o melhor a fazer é identificar o que te gera entusiasmo. 

Além disso, não dá para pivotar sem sair da zona de conforto. Por isso, prepare-se, esteja disposto a estudar mais, a flexibilizar e percorrer projetos até então não imaginados.

O autoconhecimento deve ser o ponto de partida, buscando entender qual o seu propósito, o que lhe dá brilho nos olhos. No livro “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” eu trago uma ferramenta que se chama “O melhor de mim”, que te ajuda a se conhecer mais, fortalecendo o seu propósito. 

Lembre-se de dar foco em uma crença fortalecedora do Anthony Robbins: “não existe essa coisa chamada fracasso, apenas resultado”. Se você ainda não conseguiu o que você quer, isso não é fracasso, mas o resultado que você teve até o momento. Continue com persistência e mudando de estratégia quando achar necessário, mas não desista. Vá em frente e acredite em você!

Susanne Anjos Andrade - Autora dos Best-Sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”, lançado pela Editora Gente, “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança e gestão de mudança na transformação digital. É sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”.

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