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Hierarquia nas empresas: dicas para um modelo de gestão humanizado

Pensar no bem-estar dos funcionários deve ser prioridade para um líder de sucesso atualmente

Susanne Anjos Andrade

28/08/2019 às 18h26

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Já passou a época em que uma pessoa que ocupava um cargo mais alto em uma determinada empresa tratava o funcionário com superioridade. Hoje, os “chefes” que seguem um modelo de gestão antigo e “engessado” estão com os dias contados. Um mapeamento com 1.115 empresas no país, realizado pela USP de São Carlos junto com o Instituto Capitalismo Consciente, mostra que corporações que investem no bem-estar dos colaboradores criam um vínculo maior com os funcionários e clientes. Mas, para aqueles que ainda não se humanizaram, qual a melhor forma de mudar o sistema de gestão?

Em meu best-seller “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” apresento formas de engajar os funcionários, fazendo com que eles se sintam felizes com o que fazem, e valorizados dentro da empresa. Um líder precisa ter tato para lidar com os colegas de trabalho, mesmo que liderados por ele, e se colocar no mesmo “patamar” dele, ser “gente como a gente”. Assim, ele criará uma equipe colaborativa, onde cada um tem suas qualidades que contribui para todos juntos chegarem a um resultado de excelência.

Listo algumas medidas humanas que podem ser inseridas em uma gestão humanizada:

Crie proximidade com os colaboradores: uma das principais características da gestão por conflito - aquela em que o chefe “manda” e o funcionário “obedece” - é essa barreira imposta entre o líder e o colaborador. No modelo de gestão mais humanizado, com menos hierarquia, isso está com os dias contados, pois uma relação de proximidade e respeito pode e deve ser construída por ambos, líderes e liderados. Uma das dicas é que o líder saia para almoçar com a equipe, promova um happy hour, com o intuito de gerar interação que não seja unicamente sobre trabalho.

Dê espaço para que os funcionários assumam o protagonismo: outra coisa que já está caindo em desuso são os líderes que acham que têm razão o tempo todo, pelo simples fato de estarem em um cargo mais alto. Hoje, os profissionais jovens já apresentam as “soft skills” - habilidades não técnicas - muito mais afloradas e estão aptos a opinar, solucionar problemas no dia a dia. Por isso, precisam de um líder que saiba ouvir suas estratégias e opiniões.

Inove nos benefícios: junto com esse sistema de humanização dentro das empresas, surgem também os benefícios para os funcionários se sentirem mais felizes. Entre eles estão: o home office pelo menos uma vez na semana, espaço de lazer para depois do expediente, “day off” no dia do aniversário, levar os pets para o trabalho em datas específicas, o chamado “casual day” (não precisar usar roupa social), entre outras medidas.

Para concluir é importante lembrar que adotando essas e outras medidas, todos os membros da equipe se sentirão mais acolhidos, os resultados aparecerão naturalmente e as horas de trabalho não se tornarão maçantes. Além disso, os dois propósitos - tanto o pessoal quando o da empresa - terão mais chances de estarem alinhados, para que ambos alcancem o sucesso. 

*Susanne Anjos Andrade é especialista em desenvolvimento humano e sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o "Modelo Ágil Comportamental". Autora dos best-sellers "O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil" (Editora Gente) e "O Segredo do Sucesso é Ser Humano", e do livro digital "A Magia da Simplicidade". É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança, gestão da mudança e transformação digital.

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