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Raspberry PI 4 ele veio para revolucionar?

Vale a pena comprar um Raspberry Pi 4? Fizemos uma pequena análise de suas vantagens e desvantagens!

Mauricio Ramos

23/07/2019 às 12h55

Foto: Mauricio Ramos

Há duas semanas, a Raspberry Fundation em UK, anunciou a lançamento do novo minicomputador, o Raspberry PI 4, frustrando de certa forma a esperança de vários usuários e amantes da fantástica plaquinha!

Digo frustrando, pois no lançamento anterior o Raspberry Pi 3B, a fundação havia anunciado que a tecnologia atual da placa havia se esgotado, podendo o usuário aguardar algo totalmente novo, o que não se concretizou no Raspberry Pi4!

Trata-se, na verdade, de uma melhora em certos aspectos ao seu antecessor o PI 3B. O público Maker em geral sentia falta da possibilidade ligar a plaquinha em mais de um monitor. Isso foi solucionado com a inclusão de 2 portas HDMI, com suporte a 4K a 60 fps, que elevam inclusive sua resolução.

O processador é melhor do que o PI 3B, a placa de rede Gigabit Ethernet, também é outro ponto positivo. Outro ponto forte é sua memória, ele tem versões de até 4 GB de RAM. Também foram adicionadas 2 portas USB 3.0.

O preço, varia de acordo com a memória, entre US$ 35 e US$ 55 (aproximadamente R$ 130 e R$ 210).

Sendo assim, você entende porque a frustração com esse lançamento para quem esperava um novo mundo de possibilidades?

O grande problema não é este, mas sim a falha em seu projeto!

Para entender: na Raspberry Pi 4 foi implantada a nova porta USB-C, que já equipa os celulares mais modernos.

O USB-C traz consigo um aumento de desempenho considerável que o torna o substituto ideal para todas as conexões. Isso porque ele transfere dados a até 10 Gbps, o suficiente para transmitir vídeos em 4K para monitores externos ou rodar discos SSD com eficiência máxima – o USB 3.0 só é capaz de alcançar cerca de 80% a capacidade dos discos de estado sólido.

O novo USB também é sinônimo de potência, já que é capaz de transferir até 100 W para recarregar baterias de equipamentos mais robustos. Lógico que isso não deve se aplicar Raspberry Pi 4, já que essa porta servirá mais como fonte de energia para seu funcionamento!

A falha ocorre aí, o conector USB-C do Raspberry Pi 4 foi projetado com um único resistor, conectado a dois pinos CC, quando o ideal seria que cada um deles tivesse seu próprio resistor.

Isso faz, o sistema ler incorretamente os cabos USB-C e-marked, conhecidos como cabos inteligentes, que têm chips para regular o fornecimento de energia, e os identifica como um acessório de áudio, impedindo-os de funcionar como fontes ou carregador.

Eben Upton, cofundador da Raspberry Pi, admitiu o problema ao TechRepublic e afirmou que uma nova revisão do Pi 4 deverá ser esperada futuramente, quando o problema for resolvido.

Ele alegou que isso pode ter ocorrido por erro da equipe, ao utilizar apenas os cabos deles nos testes, e não uma variedade de modelos como deveríamos esperar!

Assim, os usuários devem utilizar cabos USB-C que não sejam do tipo e-marked ou o próprio carregador original do Raspberry Pi 4 para fornecer carga ao dispositivo.

Tentei comprar um exemplar para teste, para chegar ao Brasil o custo chega a U$ 200,00, cerca de R$ 980,00 sem impostos! Isso devido ao custo do frete, que de UK para o Brasil é de U$ 150,00!

Teremos que esperar até que a “ponte” seja feita pela China, onde existe uma fábrica autorizada: a Element14. Com os subsídios do governo chinês o preço deve voltar próximo aos U$ 55,00 sem os impostos!

Enquanto isso, para você que ainda não ouviu falar desta pequena e maravilhosa plaquinha, de uma olhada em nosso post: “Framboesa o Minicomputador Maker”, e nos acompanhem para saber mais novidades do mundo Maker!

 

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