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Sem intencionalidade não há diversidade

O discurso é lindo, mas sozinho não é capaz de promover as mudanças necessárias

PrograMaria

21/01/2020 às 16h59

mulheres conversando em frente a um computador com uma tela em editor de código
Foto: Mariana Pezarini / PrograMaria

Por ser uma das referências no tema mulheres e na tecnologia, temos na PrograMaria a oportunidade de participar de muitos eventos, seja com palestras ou participando de painéis sobre a temática de diversidade e inclusão em tecnologia. A maioria desses eventos cobre o debate sobre por que esse tema é importante, qual é o contexto do desafio, os dados e as pesquisas que podem ser utilizados para convencer os tomadores de decisão que faz sentido trabalhar para que suas empresas sejam diversas e inclusivas. Discutir o porquê é fundamental, mas não é suficiente. Para haver transformações reais, é necessário que o discurso extrapole para o fazer: que se reflita em práticas. E isso só acontece depois que o entendimento da diversidade como um valor necessário e fundamental é compartilhado pelas gestoras e gestores das empresas.

Tive a oportunidade de participar de um evento do Movimento Mulher 360, o Diálogos entre Associados, no qual pude vivenciar estar em um ambiente em que 100% dos presentes já entendiam a importância da diversidade e estavam interessados no “fazer”. Durante o  evento, que teve como o tema “Desafios e estratégias para atração e contratação de mulheres STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática)”, muitas empresas apresentaram o que estão fazendo para mudar o cenário em suas empresas, assumindo que estão amadurecendo no tema, testando abordagens, aprendendo, reajustando e inovando.

O Diálogos entre Associados faz parte do calendário do Movimento Mulher 360, uma associação de mais de 50 empresas comprometidas com a equidade de gênero no ambiente corporativo. Algumas instituições e empresas são chamadas para compartilhar cases, boas práticas para outras empresas, para que todas as empresas evoluam. No caso desta edição, a Vivo compartilhou o projeto que criou para aumentar o número de mulheres técnicas no campo, hoje elas são apenas 0,1% do total do quadro de pessoas que fazem o atendimento direto ao cliente que solicita algum serviço técnico, de reparo ou instalação.

Para além de ser muito inspirador estar em um espaço em que a importância da diversidade é um pressuposto, uma das lições que fica é a intencionalidade

Todos os gestores concordam que, uma vez que a empresa considerou o tema prioritário, é preciso investir esforços e recursos para transformar essa realidade. Não dá para se satisfazer apenas com o fato de que “nos importamos com isso”. Vários gestores repetiram que se há investimento de energia, recursos e esforços, os resultados aparecem. 

Outra lição é que atratividade sem retenção é como enxugar gelo. De nada adianta conseguir fazer um trabalho de contratação diversa se a empresa não conseguir manter seus colaboradores. Acaba virando um desperdício de energia e de recurso, além de ser contraproducente, já que pode dar a entender que a contratação diversa é ruim.

A boa notícia é que tem muita empresa inovando, testando e experimentando ações que possam torná-las cada vez mais diversas e inclusivas! Como está essa discussão na sua empresa?

*Por Iana Chan

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