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Tendências: Sete tecnologias para os distribuidores ficarem atentos

Transformação digital desafia empresas de distribuição de TI a atualizarem seus portfólios. Saiba quais devem estar no radar de toda companhia

Mariano Gordinho

13/07/2019 às 13h00

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As rápidas mudanças impostas aos negócios são particularmente desafiadoras para os distribuidores de tecnologia da informação. Afinal, o modelo clássico de distribuição, em que eram vendidos, transportados e entregues os equipamentos de TI e licenças de software às revendas, e depois aos clientes, já não é mais mandatório neste mundo digitalmente transformado.

Agora, além de distribuir soluções (fisicamente ou não), é preciso analisar com cuidado quais tecnologias ou soluções devem compor os portfólios, sob o risco de investir hoje em algo ultrapassado amanhã. Afinal, que tecnologias irão, de fato, impactar as empresas de distribuição no futuro?

Durante o último Encontro Anual da Associação Brasileira de Distribuição de TI, que presido, nos debruçamos sobre esta questão. O resultado foi uma lista de tecnologias, tendências tecnológicas ou segmentos de mercado, pensados em ordem de importância, que não podem escapar ao radar do mercado de tecnologia brasileiro em geral.

É claro que as menções abaixo dizem respeito mais diretamente a alguns distribuidores do que a outros por razões estratégicas e comerciais, mas todas – sem exceção – precisam ser consideradas, mesmo que em ordens distintas. 

1. Segurança da informação

Não é um segmento novo nas estratégias dos distribuidores, mas a segurança deve de fato mexer com os negócios de quase todo mundo. Afinal uma porcentagem muito alta de nossas vidas acontecem online, e a proteção da informação das pessoas está diretamente conectada a este fato.

Os negócios serão cobrados, inclusive legalmente, para proteger acessos, perfis, dados. Por isso distribuidores que apostarem em soluções que envolvem proteção terão oportunidades de mercado cada vez maiores, assim como todos os demais, que precisarão embarcar mais e mais segurança em soluções de rede, processamento, nuvem, IoT etc., etc., etc.

Essa mudança está diretamente relacionada às novas preocupações dos clientes. Uma empresa que compra uma solução wireless, por exemplo, quer ter certeza de que as conexões feitas por ela serão seguras. Se por meio dela houver vazamento ou perda de dados, a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode gerar punições severas. Todos querem soluções protegidas.

2. Inteligência Artificial

O conjunto de técnicas e tecnologias que compõe a chamada Inteligência Artificial aparecem em segundo pois estarão em todos os lugares, provocando mudanças não só comerciais nos distribuidores, mas também operacionais. Muito rapidamente eles devem implantar soluções de IA pois elas reduzem efetivamente custos de toda ordem.

A IA deve afetar também os produtos e soluções distribuídos, que terão a tecnologia embarcada em grande medida. Desde roteamento Wi-Fi com capacidade de se autocorrigir e distribuir tráfego, até sistemas de sugestão baseadas no comportamento do consumidor. As revendas também vão querer soluções não só para vender, mas para que elas próprias as usem. A automação de processos de negócio no futuro será altamente dependente de IA.

3. Big Data e Analytics

Não há inteligência artificial sem dados em abundância, e aí entram as soluções de Big Data e Analytics. Capturar e analisar dados para depois extrair insights relevantes para o negócio é o passo imediatamente anterior à implantação de máquinas que “aprendem”. É importante ressaltar: sem a análise de dados, capturá-los de nada serve.

4. Cloud pública 

A nuvem pública é a base para muitas das aplicações do futuro. Considerando que ela dispensa, ao menos para boa parte das empresas, uma infraestrutura local poderosa, qual passa a ser o papel dos distribuidores? Venderão nuvem diretamente? Ou soluções que a complementam? Ou continuarão vendendo servidores e storages para grandes data centers? Há exemplos de todos os tipos, e cabe a cada distribuidor descobrir qual responde melhor aos anseios e capacidades de seus negócios.

5. Internet das Coisas (IoT)

Esta poderia liderar a lista, pois um dia tudo estará conectado. Mas em uma escala de prioridades para os distribuidores, IoT aparece mais abaixo – ao menos por enquanto. Talvez seja difícil para os distribuidores pensarem agora em geladeiras conectadas, mas se trata de algo muito maior, principalmente em aplicações corporativas. A velocidade da implantação de aplicações nas empresas é brutal: a expectativa é que IoT movimente US$ 745 bilhões em 2019, segundo o IDC, e US$ 1 trilhão até 2022.

6. Dispositivos

Eles ainda são a forma primária de as pessoas não só se conectarem, mas também de trabalharem, se informarem, se divertirem... Enquanto não formos transportados para um mundo inteiramente composto por realidade virtual, não há como imaginar o fim do mercado de dispositivos, sejam eles smartphones, tablets, notebooks ou desktops, entre tantos outros.

É sem dúvida um mercado de altos e baixos muito associado à percepção do consumidor, mas que nunca deixa de girar e oferecer oportunidades para os distribuidores. São produtos que operam em distintos ciclos de renovação, mas que cedo ou tarde acabarão trocados. 

7. Redes automatizadas (SD-WAN)

As redes de longa distância definidas por software, ou SD-WAN, são possivelmente o item da lista que afeta mais exclusivamente as corporações e grandes empresas. Representam uma mudança de abordagem tecnológica importante, ao transferir o gerenciamento das redes do hardware para o software, e permitindo grandes reduções de custos e escalabilidade de aplicações cada vez mais dependentes de conexões rápidas e seguras.

Esta mudança na forma de gerenciar grandes infraestruturas de acesso é uma tendência muito forte, que representa uma oportunidade importante para distribuidores de valor agregado – um grupo hoje 100% focado em vender soluções, não produtos.

* PorMariano Gordinho, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti)

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