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Você já ouviu falar em Design Thinking?

Toda vez que o homem é provocado a sair da zona de conforto, surgem novas soluções para problemas.

Mauricio Ramos

04/10/2019 às 9h31

Design thinking na Resultados Digitais
Foto: Shutterstock

Cada dia mais as empresas despertam para a cultura Maker e utilizam suas estratégias para impulsionar seus projetos e alcançar resultados.

A maioria das teorias ensinadas nas universidades de administração datam do inicio do século passado, quando a industrialização praticamente iniciava uma revolução em nossa sociedade.

A Primeira e Segunda Guerra Mundiais, fizeram a humanidade se reinventar. Em poucos anos, foi preciso milhares de soluções e estratégias para se vencer o inimigo. Cientistas, muitas vezes trabalhando em ritmo quase escravo, inventavam soluções que à princípio matariam ou salvariam milhares de vidas.

Toda vez que o homem é provocado a sair da zona de conforto, surgem novas soluções para problemas, ou a reinvenção de coisas que não eram tão eficientes. Destes dois grandes conflitos, surgiram novas tecnologias que utilizamos em nosso dia a dia hoje, e que infelizmente surgiram da destruição de milhares de vidas e famílias!

Então, porque sou chamado por empresas para aplicar o Design Thinking, para solução de seus problemas?

“O Design Thinking é uma abordagem que permite revolucionar a maneira de encontrar soluções inovadoras para os problemas e desafios das organizações, empresas, governo e sociedade, focadas nas necessidades reais do mercado e sobretudo nas pessoas”.

Design Thinking é o conjunto de ideias e insights para abordar problemas, relacionados a futuras aquisições de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções.”

Vamos dividir a forma de trabalho dos Makers para você entender melhor como o conceito do Design Thinking se adequa a sua forma de pensar e trabalhar:

  • O Maker utiliza a abordagem criativa de problemas que tem como foco o usuário no centro do processo. Cria coisas para “facilitar” a vidas das pessoas.
  • Tem como regra ao abordar “temas”, que muitos gostam de chamar “problemas”, pensando “fora da caixa”, ou o famoso “Think outside the box”.
  • Trabalha em equipe não se importando em admitir a falta de conhecimento em um determinado assunto, buscando composição no time para completar o projeto.
  • Após uma ideia central, reúne-se com a equipe e através do Brainstorm. O brainstorming ou “tempestade de ideias”, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo, e o Maker utiliza isso quase que instintivamente!
  • A prototipagem, é outro caminho percorrido pelo Maker em seus projetos. A fase de prototipagem talvez seja a parte do Design Thinking que se aproxima mais das práticas maker. Ela serve para exemplificar de maneira mais concreta o que foi idealizado durante o processo, com o objetivo de fazer com que a ideia seja melhor entendida pelo grupo.

Vejam: Poderíamos ainda citar inúmeras outras características Maker, que podem contribuir em processos dentro do ambiente corporativo. Porém, uma que gosto de destacar é a persistência. Nunca se desiste de um projeto por dificuldades encontradas no caminho. Para o Maker um “tema” desenvolvido tem como seus desafios transpor obstáculos que podem e vão aparecer. Contamos e esperamos por isso! Essa é a chama que nos mantem acesos e ávidos por novos projetos!

Outra característica marcante da cultura Maker é ERRAR! Todos são treinados em nossa sociedade para sempre acertar. Na cultura Maker errar é natural e faz parte do processo. Enquanto um funcionário de uma corporação lamenta em uma reunião seus erros e consequentemente os possíveis prejuízos, um Maker fala com bom humor de seu erro, e consequente rumo revelado em direção ao acerto!

Que lições podemos tirar disso?

O foco na inovação e na livre criação em busca do usuário final não é uma nova bandeira, já foi amplamente reivindicado por Steve Jobs, que não se conformava com as barreiras impostas pelos acionistas da Apple, essas bloqueavam as suas criações que tinham como foco o usuário final.

Para ele um dispositivo tinha que ser fácil de usar, feito com os melhores materiais, e ter um design limpo e sofisticado. Porém sua forma de trabalhar apesar de criativa, era criticada por muitos. A liberdade que ele queria não era dada para seus colaboradores, isso fazia com que se aproximasse dos cientistas das grandes guerras citados acima.

Assim, mais uma das diretrizes da Cultura Maker completa nossos conceitos,“compartilhar “. Na cultura da Internet, onde todos navegam em busca do conhecimento, o compartilhamento da informação é uma via de duas mãos. O que um descobre ajuda outros a aperfeiçoar esse próprio descobrimento, melhorando e criando novos caminhos.

Essas lições podem e devem ser aplicadas nas empresas para a criação e educação de seus colaboradores. Fica a pergunta: Você está preparado para aceitar essa mudança?

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