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Com evolução de ataques e LGPD, cibersegurança ganha caráter obrigatório

A cibersegurança ganha cada vez mais importância para o setor público e privado

Daniel Lofrano Nascimento

09/01/2020 às 21h10

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A constante evolução tecnológica não traz apenas benefícios a sociedade. Ao passo que facilidades digitais surgem diariamente, também cresce o número de fraudes no universo virtual.  Neste sentido, um setor ganha muita força para os próximos anos, sobretudo em 2020, que está prestes a começar.

Trata-se da cibersegurança, que nada mais é do que as práticas que protegem dados, computadores e servidores de possíveis invasões e demais ataques maliciosos.

O mercado privado já começa a se mobilizar em torno da cibersegurança, mas é preciso mais. Boa parte dos empresários vê como custo, mas é um investimento. Essa visão também tem que chegar à esfera pública, que ainda está muito engessada e pouco protegida.

Se não bastasse a notória necessidade de maior atenção ao setor, a cibersegurança tende a crescer ainda mais a partir de agosto. Isso porque a Lei de Proteção de Dados Pessoas (LGPD) entra em vigor e as empresas terão que se adaptar, contratando profissionais para proteger dados, fazer relatórios do vazamento de informações entre outras coisas.

Qualquer empresa que incluir informações de seus clientes em sua base vai precisar seguir alguns requisitos de proteção. Nesse momento, o ramo vai de fato explodir e ganhar a importância que merece no nosso mercado.

Recentemente, vale lembrar, o Brasil parou com a publicação de conversas do Ministro Sérgio Moro e de membros da Operação Lava-Jato. Tudo isso pode ser evitado com segurança virtual dos órgãos públicos.

Nos Estados Unidos, os investimentos passam dos US$ 13 bilhões, mas seguem crescendo justamente pela evolução dos ataques, cada vez mais modernos e sofisticados. Abrir mão da cibersegurança pode custar muito caro. É hora de se proteger.

As principais ameaças

No ambiente do empreendedorismo, o grande alvo da cibersegurança são os crimes virtuais. Organizados individualmente ou por um grupo, esses ataques visam ganho financeiro e, para isso, roubam dados, invadem sistemas e violam o sigilo de contas bancárias. Abrindo também para o poder público, há outras duas ameaças principais.

Em tempo de polaridade como o vivido no Brasil, a Guerra Cibernética ganha cada vez mais atenção. Baseada na coleta ilegal de dados, informações e até conversas, como citada acima, a invasão tem motivações políticas ou pessoais e consistem na ameaça ou até mesmo no vazamento de informações.

Por fim, há ainda o terror virtual, mais comum para o âmbito civil da sociedade. No dia a dia, várias pessoas são vítimas de invasões única e exclusivamente para causar medo, pânico ou conseguir algo em troca também por meio da chantagem.

É preciso se proteger

Há pouco tempo, os dados ficavam armazenados em sistemas locais e de acesso mais restrito. Agora, com a evolução tecnológica global, tudo passou a ser guardado na nuvem. A chance de perder um arquivo caiu, mas a necessidade de proteção aumentou.

A cibersegurança, então, também ganha força por conta desse cenário. O trabalho foca em permitir o acesso à determinada parte da nuvem apenas para quem realmente tem autorização.

Junto das leis e da notória evolução dos ataques virtuais, o fato de tudo estar “on-line” também contribui para que a área de proteção digital ganhe o mercado em 2020 e nos próximos anos. Não se proteger pode ser fatal.

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