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Com investimento de US$ 1 bi, Dell Technologies acelera estratégia de IoT

Déborah Oliveira

11/10/2017 às 13h42

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Até 2021, internet das coisas (IoT) movimentará, globalmente, US$ 1,4 trilhão, segundo dados da consultoria IDC. A tecnologia, portanto, é, claramente, um filão de mercado. Atenta a essa movimentação está a Dell Technologies, que anunciou ontem (10/10) investimento de US$ 1 bilhão para acelerar iniciativas em torno da tecnologia. A fabricante conduzirá os esforços por meio de nova divisão, a de Soluções para Internet das Coisas que será comandada por Ray O’Farrell, que acumulará a função de CTO da VMware.

Michael Dell, chairman e CEO da Dell Technologies, afirmou em evento nos Estados Unidos que estamos diante de uma nova realidade, pautada por sensores, que, por sua vez, vão gerar uma montanha de dados. “Essa é a borda. Chegam para fomentar esse quadro inteligência artificial e aprendizado de máquina, gerando o que chamamos de IQT”, contou Dell.

O IQ significa, neste caso, o quociente de inteligência mostrando que essa nova é menos sobre a conexão de coisas e mais sobre gerar inteligência do que está conectado. Para a companhia, não basta conectar coisas pela web, é preciso fazer com elas se conversem e gerem inteligência. Esse é o próximo passo da computação, garantiu o executivo.

“Voltamos ao modelo distribuído”, assinalou Dell. Ele explicou que com os mainframes a tecnologia era centralizada e depois chegou o modelo distribuído, com os clientes servidos. Há 20 anos, com o surgimento da internet e mais recentemente da nuvem, a sociedade voltou ao modelo centralizado.

De acordo com ele, no atual contexto, com dispositivos conectados e inteligentes, de telefones e carros, por exemplo, surge uma nova demanda por núcleos de processamento distribuídos, focados no processamento de informações em tempo real e que não pode esperar por uma resposta da infraestrutura de nuvem centralizada. “Estaremos na crista da onda da próxima geração de computação”, garantiu ele, completando que IQT é a infraestrutura da próxima revolução industrial.

Segundo o executivo, o valor do investimento anunciado será distribuído nos próximos três anos e será direcionado para o desenvolvimento de produtos, laboratórios e programas de parceiros.

Novo patamar

O’Farrell contou que a promessa de IoT vai, finalmente, se concretizar e que ela, sem dúvida, mudará a performance de empresas e a forma de interagir entre as pessoas. “O data center será o core dessa transformação, processando muito rapidamente as informações”, apontou.

Como exemplo dessa comunicação instantânea de coisas com o data center ele citou um carro autônomo que se vê diante de uma pessoa atravessando a rua fora da faixa de perdeste e sem que o sinal esteja verde para ele. “O carro não pode esperar para responder. Ele demanda uma resposta imediata.”

Para fazer essa nova mensagem e estratégia chegar ao mercado, O’Farrell ressaltou a importância dos parceiros e do ecossistema de canais. “Nosso objetivo é desenhar o futuro da IoT. Vamos focar em construir parcerias refletindo a diversidade desse mercado, tornando mais fácil de consumir essa tecnologia”, garantiu.

Na prática

Tornar IoT realidade algo conquistado pela AeroFarms, uma fazenda orgânica industrial que cresce dentro de armazéns, usando cerca de 10% de água, sem pesticidas e rendimentos maciços por metros quadrado.

Sua comida é cultivada em racks com iluminação LED individual para maximizar a velocidade de crescimento das várias culturas. A empresa usa IoT para gerenciar as culturas e o resultado foram melhorias não só na redução de custo, como também no sabor dos produtos. Para chegar a esses benefícios, a fazenda em plena cidade reúne e analisa cerca de 130 mil pontos de dados.

Um passo a mais

Com as novidades para IoT, a Dell anunciou o Dell EMC Project Nautilus. O software permite a ingestão e a consulta de fluxos de dados de gateways IoT em tempo real. Os dados podem posteriormente ser arquivados ou armazenamento de objetos para análises mais aprofundadas.

Os executivos da companhia adiantaram, ainda, o Project Fire. Trata-se de uma plataforma de  hiperconvergência parte da família VMware Pulse de IoT. Inclui gerenciamento simplificado, computação local, armazenamento e aplicações de IoT, como a análise em tempo real. Ele permite às empresas implementar IoT mais rápido e contar com um software de infraestrutura que vai da borda ao núcleo, passando pela nuvem.

*A jornalista viajou a Nova Iorque (EUA) a convite da Dell Technologies

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